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Empresários brasileiros são 'os mais otimistas dos BRIC' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os brasileiros são os mais otimistas entre os empresários dos países que formam o grupo conhecido como BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) diante das possibilidades de negócios para o ano de 2008, segundo apontou um estudo realizado pela empresa de consultoria KPMG. De acordo com o relatório Business Outlook Survey (Pesquisa sobre o panorama dos negócios), os produtores brasileiros estão “extremamente positivos” com o aquecimento das atividades comerciais e rendimentos para os próximos dez meses. A sondagem, que ouviu cerca de 1,8 mil empresas do setor produtivo nos quatro países, mostrou que os empresários chineses “são os menos otimistas”. “Quase 78% dos produtores brasileiros antecipam um aumento nos negócios ao longo de 2008”, observa a pesquisa. Segundo o estudo, os empresários acreditam que “os rendimentos devem crescer consideravelmente, mesmo que o aumento dos preços das matérias-primas e o enfraquecimento das condições econômicas internas sejam vistos como possíveis ameaças à lucratividade.” Mercado de trabalho Ainda assim, afirma o relatório, as empresas brasileiras estão confiantes de que os índices de emprego no setor produtivo aumentarão até o fim do ano. “Mais de 54% das empresas antecipam um crescimento na força de trabalho e investimentos na expansão do capital e na área de pesquisa e desenvolvimento.” Na China, em contrapartida, apesar do otimismo ser grande no setor produtivo, com 68% das empresas estimando expansão dos negócios, “há uma preocupação com o impacto que o preço das matérias-primas e da energia poderá causar nos lucros”. “As taxas de emprego devem registrar crescimento, apesar da maioria das empresas (62%) anteciparem que não pretendem expandir seu quadro de funcionários”, aponta o relatório. Economia global Os dados compilados nos quatro países mostram que 70% das empresas acreditam no aumento do ritmo de suas atividades em 2008 e apenas 6% prevêem um declínio. Em relação aos rendimentos, 57% das empresas aguardam um crescimento dos lucros e apenas 13% antecipam uma queda. O relatório afirma que os BRIC esperam manter o ritmo de crescimento em 2008, estimulados pela demanda. "Altos níveis de investimento deverão ser sustentados pelo aumento na lucratividade e pela capacidade de produção, que deve ser impulsionada pela expansão dos postos de trabalho". Ainda para a consultoria, as economias dos BRIC terão um papel importante na no crescimento da economia global ao longo do ano, já que "alguns países desenvolvidos poderão estar enfraquecidos". |
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