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Atualizado às: 18 de janeiro, 2008 - 09h45 GMT (07h45 Brasília)
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Aumento de investimento estrangeiro surpreende Brasil, diz Financial Times
Mercado
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O Brasil está se surpreendendo com o aumento dos investimentos estrangeiros, segundo artigo publicado nesta sexta-feira pelo jornal britânico Financial Times.

O jornal cita o anúncio de compra de duas minas de minério de ferro da MMX pela Anglo American por US$ 5,5 bilhões e o anúncio recente de investimentos de US$ 1 bilhão da Symetrix, uma empresa americana de chips, para afirmar que o país tem atraído mais investimentos estrangeiros.

"O fluxo de investimento estrangeiro direto está aumentando", afirma o Financial Times. "Por muito desta década, as atrações brasileiras foram ofuscadas pelas dos outros gigantes dos mercados emergentes, China, Índia e Rússia - até agora, o país dos Bric que cresce mais rapidamente. Mas, nos últimos meses, o Brasil começou a melhorar."

O artigo cita ainda dados publicados na semana passada pela Unctad (órgão das Nações Unidas para o desenvolvimento), que mostram que o Brasil recebeu duas vezes mais investimentos estrangeiros diretos do que a Índia em 2007 e que cresceram a uma taxa mais rápida do que na China ou na Rússia.

"O fluxo total de US$ 37,4 bi foi mais do que o dobro da quantia atraída pelo Brasil em 2006 e, pelo menos em termos nominais, mais do que o fluxo atraído no início desta década, quando a campanha de privatização estava a todo o vapor."

O Financial Times afirma que o crescimento surpreendeu até os brasileiros. Na China, o fluxo caiu, enquanto, na Rússia, cresceu 70%.

Explicação

O artigo pergunta por que o Brasil está se saindo tão bem e afirma que a riqueza em recursos naturais, cuja demanda mundial tem crescido, é parte da explicação.

"O sucesso do investimento recente, no entanto, é muito mais amplo", diz o texto. "Dados do Banco Central para os primeiros 11 meses de 2007 mostram que mais de um terço do fluxo de investimentos foram direcionados para a indústria manufatureira."

Além disso, o país atraiu investimentos no setor de mineração, e o etanol atraiu bilhões, diz o Financial Times, mas o jornal também atribui o aumento do fluxo à melhora das perspectivas macroeconômicas no Brasil.

"Setores orientados para o mercado doméstico, como a construção, estão crescendo", acrescenta o jornal.

"O crescimento, que chegou a 5% em 2007, é desapontador se comparado ao da China ou da Índia, mas investidores estão cada vez mais confiantes de que uma demanda doméstica maior e o aumento das taxas de formação de capital vão permitir ao Brasil sobreviver relativamente ileso a um desaquecimento na economia americana."

Mas o diário britânico afirma que mesmo alguns investidores com interesses no Brasil temem os obstáculos para o crescimento, citando o chefe da GE para a América Latina, Marcelo Mosci, que teria dito que o fracasso em melhorar as condições de negócios no Brasil, por meio de reformas trabalhistas, entre outras, vai criar problemas no futuro.

Segundo o jornal, no entanto, no momento, isso não está prejudicando o entusiasmo. O artigo conclui citando o economista Emy Shayo, do Bear Stearns, que teria dito: "As pessoas estão totalmente apaixonadas pelo Brasil. Investidores vêm aqui e acreditam que este é o melhor país do mundo."

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