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Exército dos EUA reconhece 'poder da mente' em nova doutrina | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Exército americano está preparando um novo manual estabelecendo suas diretrizes que, pela primeira vez, coloca em pé de igualdade a necessidade de vencer batalhas e de mudar a visão dos inimigos, obtendo o apoio deles a missões como as que os americanos realizam no Iraque e no Afeganistão. O manual, que deve ser publicado neste mês, é a primeira revisão abrangente da doutrina do Exército americano desde 2001. Em entrevista à BBC, o general William Caldwell, que foi ao Congresso americano dar detalhes sobre o manual, disse que ele “é um reconhecimento do que está acontecendo” desde que os Estados Unidos decidiram iniciar a atuais ofensivas militares na Ásia. Ele explicou que o Exército aprendeu que estabilizar países e conquistar a confiança da população local exige muito mais do que habilidades militares. “Nós descobrimos que o uso do ‘poder sutil’ – eu chamo isso de ‘poder da mente’ – se provou muito, muito mais eficiente em trazer estabilidade para o Iraque e o Afeganistão. E por isso estamos enfatizando muito mais essa área do que no passado”, disse. Línguas Caldwell descreveu o manual como uma referência para a forma como o Exército deve atual nos próximos dez a 15 anos. Segundo o general, um dos aspectos práticos da mudança de doutrina será que mais soldados terão que passar por cursos para aprender uma língua estrangeira. “Agora, cada oficial, ou jovem estudante que irá se tornar um oficial, será obrigado a escolher uma língua. 88% das pessoas que participarão de nossos programas de treinamento de oficiais serão obrigadas a escolher uma língua. É uma mudança radical. Hoje, são cerca de 33% (que estudam uma língua)”, disse. De acordo com o jornal The New York Times, alguns militares já estão criticando o novo manual, questionando se a atual estrutura do Exército americano, as regras adotadas no tocante ao seus membros e os programas de desenvolvimento de armamentos são condizentes com essa nova doutrina. Alguns exemplos mostram diferenças entre as intenções do novo manual e a prática. As brigadas em missão no Iraque, por exemplo, têm poucos engenheiros para trabalhar em programas civis, e o Exército não promove oficiais que prestam assessoria às forças de segurança afegãs e iraquianas da mesma forma que costuma promover militares que atuam normalmente nos batalhões de combate, diz o New York Times. |
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