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Formação de novo governo interino fracassa na Itália | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Senado da Itália, Franco Marini, anunciou nesta segunda-feira o fracasso de sua tentativa de formar um governo interino no país, quase duas semanas após o colapso do governo do primeiro-ministro Romano Prodi. Marini havia sido encarregado pelo presidente da Itália, Giorgio Napolitano, de buscar consenso para a formação de um novo governo. Diante do fracasso da tentativa do senador, a Itália deve realizar eleições antecipadas em abril Muitas lideranças políticas italianas defendiam a votação de uma reforma eleitoral antes da realização de novas eleições. No entanto, os partidos italianos de direita, liderados pelo ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, rejeitaram a idéia nesta segunda-feira, o que deixa o presidente sem opções a não ser dissolver o Parlamento e convocar eleições. Segundo Christian Fraser, correspondente da BBC em Roma, a coalizão de Silvio Berlusconi lidera as pesquisas de opinião, dez pontos à frente de seus adversários, e os partidos menores de direita apóiam o ex-primeiro-ministro. Negociações Fraser afirma que foram horas de negociações entre os partidos durante o último fim de semana na tentativa de chegar a um acordo. No entanto, apesar dos esforços de Marini, era pouco provável que os partidos de direita se dividissem para dar o apoio necessário a um governo interino. Muitos italianos assinaram um abaixo-assinado em que pediam um referendo sobre a reforma eleitoral antes de uma eventual eleição antecipada. As leis atuais, aprovadas no governo de Silvio Berlusconi, criaram 39 partidos políticos no Parlamento e são consideradas a causa da atual instabilidade política na Itália. Berlusconi, por sua vez, afirma que poderá aceitar a negociação de uma reforma eleitoral, mas apenas depois das eleições. Desafio Berlusconi vai tentar o terceiro mandato como primeiro-ministro e afirma que já tem um plano de governo para os três primeiros meses no poder. Os partidos de centro-esquerda, por sua vez, têm um grande desafio, de acordo com o correspondente da BBC. Walter Valtroni, líder do maior partido de centro-esquerda, o recém-formado Partido Democrático, deu sinais de que gostaria de disputar as eleições sozinho, sem o apoio de outros partidos da coalizão de centro-esquerda. Segundo analistas, se ele concorrer sem uma coalizão, poderá ter uma fatia maior de votos, mas, ao concorrer sozinho, a vitória de Berlusconi estaria garantida, com uma maioria da centro-direita nas duas casas do Parlamento italiano. |
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