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Rebeldes e governo se enfrentam no Chade | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os combates entre forças rebeldes e o Exército do Chade recomeçaram neste domingo após terem diminuído durante a noite. Os confrontos na capital do país, Ndjamena, começaram no sábado, quando rebeldes chegaram à cidade após uma semana avançando a partir da fronteira com o Sudão. De acordo com relatos de testemunhas que estão na cidade, é possível ouvir combates com o uso de armamento pesado perto da região onde fica o palácio presidencial, local de onde o presidente Idriss Deby está comandando as tropas do governo. No sábado, o grupo de rebeldes conseguiu tomar o controle de grandes partes da capital, mas os combates diminuíram após ao anoitecer, quando os dois lados afirmaram estar vencendo o confronto. Pelo menos 500 estrangeiros já foram retirados do país e em torno de outros 400 estão reunidos em áreas protegidas pelo exército francês, que está com um contingente de cerca de 1,5 mil homens no Chade. A maioria dos estrangeiros são franceses, mas também há alemães, portugueses, espanhóis, belgas, armênios e egípcios entre os evacuados. Resistência Segundo fontes francesas, foi oferecido ao presidente a chance de deixar o Chade sob proteção do Exército Francês, mas Deby teria recusado a oferta. O governo francês afirmou que não vai se envolver no confronto, mas que ainda apóia politicamente o atual governo. De acordo com o ministro da Defesa francês, Herve Morin, o comandante do Exército do Chade, Daoud Soumain, foi morto durante os combates na capital. No sábado, o embaixador do Chade na Etiópia afirmou que a cidade estava sob controle do governo e que o presidente, Idriss Deby, estava seguro em seu palácio. Também no sábado, a agência estatal de notícias da Líbia afirmou que o líder rebelde, Mahamat Nouri, teria concordado em um cessar-fogo, proposto pelo presidente líbio, Muammar Gadaffi. No entanto neste domingo, representantes das forças rebeldes afirmaram que não há um cessar-fogo e que eles ainda não estariam avançando sobre o palácio presidencial para permitir que o presidente opte por deixar o país. O ministro das Relações Exteriores francês condenou os ataques rebeldes, mesma atitude assumida pela União Africana, que agrupa 54 países do continente. Sudão O avanço das tropas rebeldes começou no início desta semana, a partir de uma região próxima à fronteira com o Sudão. A coluna de cerca de 300 veículos – a maior parte caminhonetes preparadas para combate – teria chegado à capital na manhã deste sábado. Desde sua independência a partir da década de 60, o Chade tem enfrentado golpes e conflitos internos constantes. A atual onde de violência começou em 2005, quando o presidente Deby alterou a Constituição para permitir que ele fosse reeleito pela terceira vez. Deby chegou ao poder em um golpe de Estado no início dos anos 90 e está no comando do Chade desde então. Ele primeiro comandou um governo de transição para democracia e venceu sua primeira eleição em 1996. Nos praticamente 17 anos que está no controle do Chade Idriss Deby já enfrentou diversas tentativas de golpes. Desta vez porém parte do grupo que agora está tentando derrubá-lo é composto por antigos aliados que mudaram de lado após as mudanças constitucionais de 2005. Ao longo da história do país, a França, apoiando diferentes governos, e a Líbia, apoiando grupos rebeldes, tiveram um papel importante nos conflitos interno do país, que é um dos mais pobres do mundo, mas que tem uma importante reserva de petróleo. Outro país que tem peso na política regional é o Sudão, que faz fronteira com o Chade justamente na região de Darfur, outra área extremamente instável do continente africano. Segundo o correspondente da BBC Stephanie Hancock, partidários de Idriss Deby acusam o Sudão de estar patrocinando a atual ofensiva rebelde como uma forma de desestabilizar a região para retirar atenção de Darfur pouco antes que tropas da ONU se juntem à tropas da União Africana com o objetivo de controlar o conflito no Sudão. | NOTÍCIAS RELACIONADAS França anuncia 1ª retirada de cidadãos franceses do Chade02 fevereiro, 2008 | BBC Report União Africana condena rebelião 02 fevereiro, 2008 | BBC Report Força da ONU inicia missão de paz em Darfur 31 dezembro, 2007 | BBC Report Chade entregará à França ativistas condenados no país28 de dezembro, 2007 | Notícias Chade condena franceses por tentativa de seqüestro26 dezembro, 2007 | BBC Report Chade liberta quatro europeus acusados de tentar seqüestrar crianças09 novembro, 2007 | BBC Report Chade solta sete europeus em caso de suposto rapto04 novembro, 2007 | BBC Report Chade indicia europeus por rapto de 103 crianças30 outubro, 2007 | BBC Report | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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