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Atualizado às: 31 de janeiro, 2008 - 14h59 GMT (12h59 Brasília)
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Futuro do Afeganistão 'está em perigo', dizem relatórios
Afeganistão
Insurgência vem aumentando nos últimos anos
Dois novos relatórios de organizações não-governamentais publicados nesta quinta-feira alertam que os esforços da comunidade internacional para estabilizar o Afeganistão não estão funcionando.

O Conselho Atlântico afirma que a Otan não está vencendo a guerra no Afeganistão, e a Oxfam alerta para um desastre humano no país.

Na quarta-feira, o Grupo de Estudos Afegão, organização com base nos Estados Unidos, afirmou que são necessários mais soldados da Otan para enfrentar o Talebã.

O Canadá declarou que vai retirar suas tropas do Afeganistão a menos que a Otan envie reforços para o sul do país. Atualmente, há 2,5 mil soldados canadenses na província de Kandahar.

O vice-governador da província de Helmand, Haji Pir Mohammed, foi morto em um atentado contra uma mesquita nesta quinta-feira. Segundo o hospital, outras cinco pessoas morreram na explosão suicida e 21 ficaram feridas.

'Estado falido'

Os relatórios foram divulgados dois anos depois de a comunidade internacional e as autoridades afegãs terem estabelecido um plano de reconstrução para o país.

A ONG britânica Oxfam enviou uma carta aberta aos líderes dos países que apóiam o Afeganistão, pedindo “uma grande mudança de direção para diminuir o sofrimento e evitar um desastre humano.”

A organização afirma que falta direção à comunidade inetrnacional, e que a ajuda ao país é "incoerente e descoordenada".

"Há muitos fatores para explicar o aumento da insurgência e, claro, o papel dos senhores de guerra (líderes de milícias locais) e traficantes de drogas é muito importante", afirma Matt Waldman, conselheiro político da Oxfam para o Afeganistão.

"Mas também temos que entender que o recrutamento é muito mais fácil quando as pessoas vivem em condições desesperadoras."

'Violência ressurgente'

Os dois relatórios alertam que é preciso mudar a política para evitar que o Afeganistão se torne um "Estado falido".

O influente Grupo de Estudos Afegão alerta que o progresso alcançado nos últimos seis anos, desde o fim do regime do Talebã, “está seriamente ameaçado pela violência ressurgente, o enfraquecimento da vontade internacional e a crescente falta de confiança do povo afegão”.

Outra organização, o Conselho Atlântico dos Estados Unidos, abre seu relatório com a frase “Não se engane, a Otan não está vencendo (a guerra) no Afeganistão”, e afirma que o documento quer soar o alarme de que “são necessárias mudanças urgentes para evitar que o Afeganistão se torne um Estado falido”.

O relatório diz ainda que o eventual fracasso do Afeganistão poderia desestabilizar toda a região, ameaçar a luta contra a violência de extremistas e colocar em risco a credibilidade da Otan.

Mudança

Entre os diplomatas em Cabul há a sensação de que a comunidade internacional está sem direção – daí a decepção com a recusa do presidente afegão Hamid Karzai em aceitar o britânico Lord Ashdown como novo “super-enviado” para a região.

Um representante da ONU que poderia coordenar e avançar com os esforços civis é tido como chave para promover a coesão, mas o posto só deve ser preenchido dentro de alguns meses.

A rejeição de Ashdown também é indicativa das precárias relações entre a comunidade internacional e o líder afegão.

O Grupo de Estudos do Afeganistão, liderado pelo ex-embaixador dos Estados Unidos na ONU Thomas Pickering, e pelo general James Jones, ex-comandante aliado supremo da Otan, afirma que a situação chegou a este ponto por causa da “pequena presença de forças militares e da ajuda econômica insuficiente”.

“O Afeganistão está em uma encruzilhada”, afirma o relatório. “É hora de revitalizar e redobrar nossos esforços para estabilizar o Afeganistão e repensar nossas estratégias econômicas e militares.”

As recomendações são para que o governo americano aponte um enviado especial para o Afeganistão para coordenar todas as políticas americanas, e para o Congresso “separar o Afeganistão do Iraque” e formular uma nova estratégia unificada para os próximos cinco anos.

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