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Mercados podem continuar voláteis, diz Meirelles | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A volatilidade nos mercados financeiros internacionais pode continuar alta nos próximos meses, na avaliação do presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles. "A volatilidade tende... a volatilidade pode permanecer, pode diminuir, depois voltar um pouco, porque estamos num processo de precificação de ativos e em função disso podem surgir dados novos", declarou Meirelles, que participa neste sábado do Fórum Econômico Mundial, em Davos. Para o presidente do BC, a estabilização dos mercados depende da situação do mercado imobiliário americano, foco primário das atuais turbulências. Segundo ele, essa estabilização somente ocorrerá quando terminar o processo de venda de imóveis nos Estados Unidos, desencadeado pela crise provocada pelo aumento da inadimplência nas hipotecas de alto risco no país. Para o presidente do Banco Central, somente aí é que haverá uma idéia mais clara do rombo provocado pela crise, com o reflexo das eventuais perdas nos balanços das instituições financeiras e empresas com papéis ligados aos financiamentos imobiliários nos Estados Unidos. “Só quando houver uma estabilização do mercado imobiliário dos Estados Unidos é que teremos uma melhor precificação dos ativos financeiros vinculados a empréstimos imobiliários”, afirmou Meirelles, em entrevista a jornalistas brasileiros em Davos. “Ou seja, somente quando atingirmos o pico do estoque de casas à venda nos EUA e esse estoque começar a cair, teremos então uma estabilização dos preços, e a partir daí uma estabilização dos preços dos papéis relacionados aos imóveis e uma visão mais clara do sistema”, afirmou. O presidente do Banco Central defendeu uma revisão das regras internacionais que regem as instituições financeiras para evitar a repetição dos problemas enfrentados no setor de financiamentos imobiliários nos Estados Unidos, e a adoção de medidas de curto prazo que ajudem a “abreviar” o processo de estabilização. Meirelles se esquivou de fazer uma previsão sobre o tamanho da crise nos Estados Unidos e do impacto que ela poderá ter sobre o Brasil, e limitou-se a repetir a avaliação feita pelo Banco Central ainda antes do recrudescimento da crise, na última semana. Segundo essa previsão, a economia brasileira teria encerrado 2007 com um crescimento de 5,2% em relação ao ano anterior e deve encerrar 2008 com um crescimento um pouco mais baixo, de 4,5%. |
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