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Situação em aeroporto de Buenos Aires deve se normalizar na terça | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo quinto dia consecutivo, milhares de passageiros continuavam, nesta segunda-feira, no aeroporto internacional de Ezeiza, de Buenos Aires, esperando para embarcar nos vôos da companhia Aerolineas Argentinas sob forte esquema de segurança. Os vôos marcados para esta segunda-feira começaram a sair conforme programados, mas com atrasos. Os atrasos e a confusão no aeroporto de Ezeiza no fim-de-semana acabaram provocando atrasos e longas filas no aeorporto doméstico de Buenos Aires, o Aeroparque. Os vôos da Aerolineas Argentina voltaram a decolar no domingo, mas a situação só deverá ser normalizada nesta terça-feira. Fúria A segurança foi reforçada em vários pontos do aeroporto e no local de check-in da empresa, onde os empregados alegavam temer nova reação dos passageiros, mais tranqüilos do que na véspera. Um dia antes, no sábado, cerca de cinco mil passageiros de diferentes nacionalidades, incluindo brasileiros, realizaram protestos no saguão do aeroporto. Os mais indignados romperam os guichês da empresa. Muitos dos passageiros esperavam seus vôos há mais de 24 horas e não tinham informações sobre quando iriam viajar, mesmo depois de dormir no chão. Em meio à fúria, um grupo quebrou instalações do setor de imigrações, dificultando o trâmite de passageiros de outras empresas. Com isso, segundo fontes da administração do aeroporto, vôos das outras companhias aéreas sofreram atrasos de até cinco horas. 'Linchamento' No sábado, em meio à revolta dos passageiros, o porta-voz da Aerolineas, Jorge Molina, tentou acalmar a multidão, mas desistiu porque quase foi "linchado", segundo as emissoras de televisão Canal 5 e TN (Todo Notícias). Os vôos da Aerolineas começaram a apresentar problemas na quinta-feira, por uma disputa entre os trabalhadores e a empresa. A confusão piorou no sábado com a paralisação do pessoal do setor de bagagem e a decisão dos funcionários de terra de deixar o local, alegando "violência" dos passageiros. Eles voltaram aos seus postos na noite de sábado, quando os vôos começaram a ser reprogramados para o domingo, mas a expectativa é de que somente nesta segunda-feira as saídas deverão estar normalizadas. Nos últimos tempos, a Aerolineas Argentinas, privatizada nos anos 90, tem apresentado freqüentes atrasos ou cancelamentos dos seus vôos – em muitos casos, de acordo com a imprensa argentina, os episódios ocorrem por disputas sindicais ou por protestos por pedido de ajuste salarial. Atualmente, a companhia pertence ao grupo espanhol Marsans e conta com participação de 5% do governo argentino. |
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