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Hugo Chávez relança partido em ano de eleições

O PSUV falhou em sua primeira tarefa, o plebicito constitucional
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, inaugura neste sábado o congresso de fundação do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) visando as eleições regionais deste ano, em que se configurará a nova composição política do país.

Cerca de 1.700 mil delegados deverão participar do evento em que devem ser eleitos 24 representantes do PSUV, um por cada Estado do país.

Do Brasil, participam representantes do PT, PC do B e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

A estrutura eleitoral do PSUV começou a atuar em meados do ano passado. O partido fracassou em sua primeira tarefa política, que era conquistar a vitória no referendo da reforma constitucional proposto por Chávez.

Ideologia

Neste sábado, o presidente venezuelano aposta também na "refundação" de partido. Alguns setores aliados ao governo responsabilizam o partido pela derrota, já que nem todos seus militantes parecem ter saído de casa para votar pelo Sim no referendo.

De acordo com o governo, 5. 722 milhões de venezuelanos se inscreveram como militantes do "partido da revolução". No entanto, no referendo, pouco mais de 4 milhões de venezuelanos votaram a favor da reforma.

Jorge Rodríguez, ex- vice-presidente e principal promotor do Congresso, diz que o partido nasce para ser "participativo, democrático, plural, socialista, bolivariano e chavista".

Após a instalação do Congresso, serão realizadas novas assembléias em que serão definidas a estrutura do partido, sua ideologia e os mecanismos de seleção dos candidatos do PSUV às eleições regionais.

Guerra

Chávez afirma que desta vez não indicará os candidatos da revolução. "A decisão tem que ser fruto das bases populares e não de reuniões fechadas com os partidos para decidir um candidato. Necessitamos de líderes", disse.

Dos 24 estados do país, 22 são governados por aliados do governo. O presidente que já está em campanha eleitoral, associa uma possível volta da oposição ao governo em alguns Estados à desestabilização do país.

"Se permitissem em Caracas que a Prefeitura fosse tomada pela contra-revolução (oposição), tenham certeza que de imediato se iniciaria uma guerra. E voltariam a tirar a Chávez" disse Chávez, em referência ao golpe de Estado que sofreu em 2002.

O PSUV também poderá mudar de nome. No momento de seu lançamento, Chávez pretendia unificar todos os partidos da base chavista em uma só estrutura. A idéia foi rejeitada.

O Partido Comunista (PCV), Pátria Para Todos (PPT) não aceitaram a determinação de Chávez e mantiveram suas estruturas partidárias, sem se desligar da base de apoio do governo.

O Partido Podemos (social-democrata) também se negou a participar do novo partido e abandonou a base chavista durante as discussões do controvertido projeto de reforma constitucional.

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