|
Farc anunciam entrega de três reféns a Chávez | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As Forças Armadas Revolucionárias da Colombia (Farc) anunciaram nesta terça-feira a libertação de três de seus seqüestrados, que seriam entregues ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez. O anúncio foi feito por meio de um comunicado enviado à agência de notícias cubana Prensa Latina. De acordo com um comunicado assinado pelo Secretariado das Farc, Clara Rojas, seu filho nascido em cativeiro e Consuelo González seriam entregues ao presidente venezuelano ou a quem ele decida. Clara Rojas era assessora da ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt - as duas foram seqüestradas em 2002. Consuelo González era parlamentar. Desagravo Para as Farc, a libertação de três refens seria "um ato de desagravo" aos familiares dos reféns, a Chávez - que participava como mediador - e à senadora colombiana Piedad Cordoba, facilitadora do acordo humanitário entre a guerrilha e o governo da Colombia. De acordo com o comunicado das Farc, "a ordem para libertá-los já foi dada". A data e local da libertação dos reféns não foi anunciada. A guerrilha afirma que a "anulação da gestão facilitadora (de Chávez) foi um ato de barbárie diplomática contra o legitimo chefe de um Estado irmão e contra o povo venezuelano, solidários com a solicitação realizada por Bogotá". No comunicado que trata de sete pontos, as Farc agradecem a Chávez "sua dedicação, o colossal esforço como facilitador, sua boa fé, sua solidariedade com a causa pacífica do povo colombiano e o tempo gasto apesar das suas grandes responsabilidades", afirma Prensa Latina. A mãe de Ingrid Betancourt, Yolando Polencio, afirmou que o comunicado das Farc sinalizam que a mediação de Chávez e Córdoba eram "fundamentais para alcançar o acordo humanitário". "O que peço à guerrilha é que tomem em conta também a minha filha (Ingrid Betancourt) que está sofrendo tanto", disse Polencio em uma entrevista via telefônica a televisão estatal venezuelana. Retirada militar As Farc insistem na retirada militar por parte do governo colombiano nos municípios da Florida e Pradera durante 45 dias, região em que seria concretizada o acordo humanitário. Segundo o comunicado, as Farc consideram "improvisada" e "inaceitável" a proposta do governo colombiano de criar uma zona de encontro para o diálogo com o "mentiroso (Luis Carlos Restrepo,comissionado da Paz) em inóspitos, remotos e clandestinos lugares, no prazo de 30 dias". Fim da mediação Desde agosto, Chávez vinha atuando como mediador entre o governo da Colômbia e as Farc na busca de um acordo humanitário que permitisse que 45 reféns fossem libertos em troca da libertação de cerca de 500 integrantes do grupo guerrilheiro que estão presos. O presidente da Colombia, Álvaro Uribe, por meio de um comunicado, decidiu "dar por terminada a mediação de Chávez". Uribe disse que tomou esta decisão porque Chávez teria falado por telefone com o comandante do Exército colombiano, Mario Montoya, desrespeitando assim um acordo entre os dois, segundo o qual o líder venezuelano não poderia se comunicar diretamente com o alto comando militar colombiano. Chávez atribuiu o seu afastamento das negociações com as Farc à pressão norte-americana e da elite colombiana sobre o presidente Uribe. Poucos dias depois do fim da mediação, Chávez rompeu relações com Uribe. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Polícia frustra plano das Farc para seqüestrar filhos de Uribe14 dezembro, 2007 | BBC Report Chávez espera 'relançar relações políticas' com Lula13 dezembro, 2007 | BBC Report Lula oferece ajuda em negociação da Colômbia com as Farc10 dezembro, 2007 | BBC Report Colômbia 'está pronta' para trocar rebeldes presos por reféns08 dezembro, 2007 | BBC Report Farc respondem a apelo de Sarkozy por libertação de reféns07 dezembro, 2007 | BBC Report Uribe aceita 'zona de encontro' para negociar com Farc07 dezembro, 2007 | BBC Report Chávez rompe relações com governo de Uribe28 novembro, 2007 | BBC Report Colômbia põe fim à mediação de Chávez com as Farc22 novembro, 2007 | BBC Report | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||