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Atualizado às: 17 de dezembro, 2007 - 08h20 GMT (06h20 Brasília)
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Lula assina na Bolívia acordo para criação de corredor interoceânico

Bachelet, Morales e Lula no palácio do Governo, La Paz
Rodovia interoceânica ligará Atlântico ao Pacífico
Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, da Bolívia, Evo Morales e do Chile, Michelle Bachelet, anunciaram em La Paz, na Bolívia, as obras para um corredor interoceânico de 5,8 mil quilômetros que vai completar a ligação por rodovias entre o porto de Santos e os portos de Iquique e Arica, no Chile, cruzando o território brasileiro e boliviano.

Dos US$ 500 milhões de investimento previsto, US$ 373 milhões serão colocados na Bolívia, onde parte da estrada ainda não é asfaltada. A conclusão das obras está prevista para o primeiro semestre de 2009.

Além de abrir uma passagem para o Oceano Pacífico para produtos brasileiros e bolivianos, empresas brasileiras também poderão utilizar o Chile como base de exportação, aproveitando os acordos de livre comércio que o país tem com os Estados Unidos e outros países.

Petrobras

Na Bolívia, Lula também anunciará a retomada dos investimentos da Petrobras no país.

A empresa brasileira vai investir US$ 750 milhões nos próximos anos na ampliação da capacidade de produção de gás no país, exportado para o Brasil e a Argentina.

Este será o primeiro investimento no país desde a nacionalização do setor de hidrocarbonetos, decretada em maio do ano passado pelo presidente Evo Morales e efetivada em outubro com a assinatura de novos contratos que colocam as petroleiras estrangeiras como prestadoras de serviço da YPFB, a estatal boliviana, e reduzem a margem de lucro das empresas.

O investimento da Petrobras será direcionado para o aumento da produção nos campos de San Alberto, San Antonio e Ingre.

Atualmente, a Bolívia produz 39 milhões de metros cúbicos/dia, mas precisa de capital externo para ampliar esta produção e cumprir os contratos de fornecimento que ultrapassam este montante.

O Brasil, apesar da descoberta de uma grande reserva de gás na Bacia de Santos, precisa importar gás nos próximos anos até que a produção brasileira seja iniciada.

Os dois presidentes também devem efetivar um acordo fechado na visita de Morales a Brasília, no início do ano, quando ficou acertado que a Petrobras pagaria preços de mercado pelos gases nobres que recebe junto com o gás combustível.

Com isso, a Petrobras deve pagar mais US$ 180 milhões por ano ao governo boliviano pelo gás que já compra do país.

Desmaio

Bachelet, Lula e Morales se reuniram por aproximadamente uma hora no Palácio do Governo, em La Paz, antes de anunciar o acordo da criação do corredor interoceânico.

Na mesma ocasião, ratificaram seu "firme compromisso com o processo de integração regional, especialmente no âmbito da infraestrutura física", prometendo "vontade política e cooperação".

O discurso do presidente Morales foi interrompido por alguns minutos porque o ministro brasileiro da Justiça, Tarso Genro, desmaiou e caiu no chão.

Ele foi atendido no local pelo médico da presidência, que atribuiu o desmaio à pressão baixa por causa da altitude. La Paz fica a 3.600 metros acima do nível mar.

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, e o ministro boliviano de Hidrocarbonetos, Carlos Villegas, em reunião em La Paz em 6 de novembro de 2007Gás da Bolívia
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