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Tarso Genro desmaia em cerimônia em La Paz | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro da Justiça, Tarso Genro, desmaiou durante a cerimônia de apresentação do projeto do corredor interoceânico, neste domingo à noite, no Palácio Quemado, sede do governo boliviano. Ele estava sentado na primeira fila ao lado de outras autoridades brasileiras quando teve uma queda de pressão e caiu no chão. O ministro foi atendido no local pelo médico da presidência, Cléber Araújo, que inicialmente aplicou massagem cardíaca e depois colocou uma máscara de oxigênio no nariz do ministro. “Ele teve uma queda de pressão, isso é comum aqui nas alturas. Mas já se recuperou, está sentado, conversando e logo deve ir para o hotel”, afirmou o médico cerca de meia hora depois de atender o ministro. Ele disse que o Tarso Genro não precisaria ir ao hospital e que nesta segunda-feira participaria normalmente das atividades previstas na visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a La Paz. Mas cerca de uma hora depois, o ministro foi levado a um hospital de La Paz, de acordo com a Presidência, apenas para verificar que de fato não teve nada mais grave. La Paz fica a 3.600 metros acima do nível do mar, e a falta de oxigênio geralmente provoca tontura e dor de cabeça nos visitantes, especialmente nos primeiros dias. A comitiva presidencial havia chegado à cidade pouco mais de duas horas antes. No momento da queda, o presidente boliviano Evo Morales discursava e a primeira pessoa a correr em direção ao ministro foi a presidente chilena Michelle Bachelet, que é médica. Quando o médico da Presidência começou a atender o ministro, ela retornou ao seu lugar. O presidente Morales interrompeu seu discurso enquanto Genro era atendido, mas quando o ministro foi levado de maca para uma sala ao lado retomou sem explicar o que havia acontecido. A segurança do palácio tentou evitar que a imprensa filmasse o ministro sendo atendido. Interligação Os presidentes Lula, Morales e Michelle Bachelet anunciaram as obras para um corredor interoceânico de 4 mil quilômetros que vai completar a ligação por rodovias entre o porto de Santos e os portos de Iquique e Aruca, no Chile, cruzando o território brasileiro e boliviano. A maior parte do trajeto nos territórios brasileiro e chileno já está concluída e em boas condições de tráfego. Dos US$ 500 milhões de investimento previsto, US$ 373 milhões serão colocados na Bolívia, onde parte da estrada ainda não é asfaltada. A conclusão das obras está prevista para o primeiro semestre de 2009. Além de abrir uma passagem para o Oceano Pacífico para produtos brasileiros e bolivianos, empresas brasileiras também podem utilizar o Chile como base de exportação, aproveitando os acordos de livre comércio que o país tem com os Estados Unidos e outros países. |
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