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Uso de drogas aumenta dispensa de soldados britânicos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Exército britânico dispensou 769 soldados em 2006 pelo uso de drogas, o equivalente a quase um batalhão, informou nesta sexta-feira um relatório do instituto britânico de defesa e segurança Royal United Services (RUSI, na sigla em inglês). O número de exames positivos para constatar o consumo de drogas ilícitas aumentou de 517 em 2003 para 769 em 2007. Segundo a pesquisa, o número de resultados positivos pelo uso de cocaína dobrou no mesmo período. O Exército, que testa 85% do seu efetivo todos os anos, registrou um aumento no consumo de drogas de 1,4 em cada mil soldados em 2003 para 5,7 em cada mil no período entre janeiro e junho de 2007. Os exames obrigatórios para identificar o uso de drogas são realizados sem aviso prévio em soldados britânicos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. A comprovação do consumo de drogas ilícitas entre soldados pode provocar a dispensa por desonra. Freqüência Em um artigo na revista do RUSI, Sheila Bird, cientista do Medical Research Council, afirma que o aumento no consumo de cocaína pode estar relacionado com uma mudança na forma como os soldados são examinados contra o uso da droga. Além disso, Bird indica que os resultados podem ter sido provocados por uma mudança no padrão de consumo dos soldados. Para ela, os militares podem ter substituído o uso da maconha pelo da cocaína para “diminuir as chances do resultado do exame ser positivo”. Isso porque traços de maconha permanecem na urina mesmo duas ou três semanas após o consumo e a cocaína permanece apenas por dois ou três dias. O governo não informou se houve uma mudança na forma como os soldados são examinados, disse a pesquisadora. Para Bird, caso os métodos não tenham sido alterados, os resultados positivos nos testes de cocaína representam “uma mudança significativa no hábito dos soldados, durante um período de operações importantes”, revela. Tolerância A analista Christianne Tipping, gerente de defesa do RUSI, afirma que as políticas sobre o consumo de drogas ilícitas devem ser revistas pelo governo para prevenir dispensas de militares. “Os testes servem para dissuadir e não para pegar todas as pessoas que usam drogas ocasionalmente”, afirma. “Especialmente não em um período problemático com relação ao recrutamento de detenção de soldados”. Segundo um porta-voz do Ministério da Defesa da Grã-Bretanha, “nos últimos quatro anos, as taxas positivas de uso de drogas no Exército foram de 0,77% comparadas com 7% entre trabalhadores civis no país”. Apesar disso, o ministério afirma que o uso de drogas entre soldados não é tolerado. “O uso é incompatível com o serviço militar”, disse o porta-voz. |
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