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Atualizado às: 14 de dezembro, 2007 - 08h25 GMT (06h25 Brasília)
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Emergentes vão compensar queda de ricos em 2008, diz consultoria

mercado em queda
EUA e Japão vão crescer menos em 2008, segundo projeções
Um relatório da Economist Inteligence Unit (EUI) prevê para 2008 uma queda no crescimento da economia mundial, que só não será mais acentuada por causa do bom desempenho das economias dos países emergentes.

O crescimento da economia dos emergentes compensará, em parte, a forte desaceleração no crescimento das economias mais desenvolvidas, prevista pela EUI.

O crescimento mundial será de 3,1%, menor do que nos dois anos anteriores - 3,7% este ano (projeção) e de 4% no ano passado.

As duas maiores economias do mundo – Estados Unidos e Japão – estão entre as que vão crescer menos em 2008, respectivamente 1,55 e 1,4%. O relatório ainda estima em 40% a probabilidade de a economia americana entrar em recessão.

Os maiores riscos para a economia mundial são as pressões inflacionárias provenientes do aumento do preço dos alimentos e do petróleo e uma queda mais forte do que se esperava no comércio mundial.

Angola é o país que mais vai crescer em 2008 – 21,4%, segundo a EIU – seguido do Azerbaijão (17,4%) e da Guiné Equatorial (11,7%). A China cresce 10% este ano.

A África Subsaariana terá o melhor desempenho desde os anos 70, por causa do aumento na produção mineral e de petróleo. A economia da região como um todo deve crescer 6,4%, inferior apenas à da Ásia (projetada para 6,7%).

O relatório também prevê que o preço do petróleo vai continuar subindo – média de US$ 78,00 em 2008, contra US$ 73,30 este ano – e o dólar vai depreciar ainda mais, cerca de 5% em relação a este ano.

Brasil

A Economist Inteligence Unit prevê um crescimento de 4,5% para a economia brasileira para 2008, com redução do superávit comercial por causa do aumento das importações acima das exportações.

A consultoria, diz que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua sustentando altos índices de popularidade, mas vê poucas chances de progresso na “ambiciosa agenda de reformas” neste ano.

A EIU destaca que as eleições municipais devem estimular os gastos públicos, embora em proporção menor do que a eleição presidencial do ano passado. Mas destaca também que o governo “vai continuar perseguindo uma política macroeconômica ortodoxa, abraçando disciplina fiscal, taxa de câmbio variável e meta de inflação”.

O relatório diz que o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) vai aumentar os investimentos em infra-estrutura e elevar o crescimento acima da média, “mas na ausência de reformas mais profundas os problemas de competitividade vão persistir”.

Na área política, a Economist Inteligence Unit diz que o governo “terá que fazer concessões à oposição para conseguir avançar em medidas fiscais”.

O crescimento da economia neste ano, destaca o relatório, será puxado pela demanda doméstica, e o gasto das famílias, embora menor do que em 2007, deve ser sustentado pelo crescimento real dos salários, emprego e crédito ao consumidor.

Na América Latina como um todo, “instabilidade política e problemas de governabilidade vão restringir o crescimento”. O crescimento da região deve ser de 3,8%, bem menor do que em 2007, de 5,1%.

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