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Em posse, Cristina pede castigo para militares da ditadura | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Em um dia histórico para os argentinos, a nova presidente do país, Cristina Fernández de Kirchner, recebeu nesta segunda-feira a faixa e o bastão presidencial do marido, Néstor Kirchner, destacando que a justiça social e os direitos humanos serão duas das principais bandeiras da sua gestão. “Enquanto houver um pobre na Argentina não haverá justiça social”, disse. Ela afirmou ainda que espera “maior rapidez” da Justiça nas investigações dos crimes cometidos durante a última ditadura argentina (de 1976 a 1983). A nova presidente da Argentina afirmou que espera que os militares envolvidos naqueles crimes sejam “castigados” pelo “maior genocídio” já cometido no país. “Temos essa dívida com as vítimas, com seus familiares e até com as Forças Armadas, para que possamos separar o joio do trigo”, disse. A presidente foi aplaudida quando se referiu às mulheres que terá como exemplo durante sua permanência no poder – a ex-primeira dama Eva Perón, a Evita, e as Mães e Avós da Praça de Maio, mulheres que perderam os filhos e netos na ditadura. “É o exemplo delas, das mães e das avós da pátria (que pretende seguir)”, disse, sob aplausos dos presentes à cerimônia, no Congresso Nacional. Bases Cristina Kirchner elogiou o marido por ter “transformado” a Argentina nos quatro anos e meio de governo. Ao lado de Kirchner, ela afirmou que seu governo terá quatro bases: inclusão social, inserção da Argentina no mundo, justiça e uma economia mais industrializada, sem deixar o setor agrícola num segundo plano. Durante uma hora de discurso, Cristina Kirchner não fez anúncios das medidas específicas que adotará, preferindo ressaltar que o processo de “transformações” iniciado por Néstor Kirchner será mantido em seu governo. “Quando éramos jovens queriamos transformar o mundo, hoje queremos transformar nossa casa”, disse. Cristina Kirchner falou ainda da importância de “fortalecer” a educação pública argentina e de realizar o “pacto social” (uma das bandeiras de sua campanha eleitoral) com aproximação dos diferentes setores. “Não serei policial dos empresários e também não serei refém das disputas sindicais”, disse, referindo-se às pressões de setores sindicais por ajuste de salários. Para a presidente, os argentinos “ratificaram” o modelo atual ao votar por sua eleição no último dia 28 de outubro. Cerimônia Ex-senadora e ex-deputada federal, Cristina Kirchner foi recebida por uma chuva de papel picado ao entrar no plenário do Congresso Nacional. Na platéia, entre os convidados, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Hugo Chávez, da Venezuela, Álvaro Uribe, da Colômbia, Michelle Bachelet, do Chile, Tabaré Vázquez, do Uruguai, e Evo Morales, da Bolívia, entre outros. As Mães e Avõs da Praça de Maio também assistiram ao encontro e foram aplaudidas de pé. Do lado de fora, uma multidão estimada em 3 mil pessoas realizava uma festa popular. “Que Deus me ajude a não me equivocar, a dizer e a escutar, e a continuar defendendo a pátria”, afirmou a presidente, antes de deixar o Congresso. |
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