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Atualizado às: 07 de dezembro, 2007 - 18h43 GMT (16h43 Brasília)
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Cientistas identificam 'caso de tuberculose de 500 mil anos'
Crânio
As lesões no crânio sugerem um caso de tuberculose
Uma equipe de cientistas de vários países anunciou a descoberta, na Turquia, de traços de tuberculose em um fóssil humano de 500 mil anos – no que seria o caso mais antigo já registrado da doença.

Especialistas acreditavam que a tuberculose havia surgido há apenas alguns milhares de anos, com base no exame de múmias do Egito e do Peru.

O esqueleto onde foram encontrados os vestígios da doença era de um rapaz que, acredita-se, pertencia à primeira espécie de hominídio diretamente associada à evolução do ser humano moderno a emigrar da África, Homo erectus.

O professor de antropologia da Universidade do Texas John Kappelman e sua equipe internacional encontraram sinais da doença em uma análise do crânio.

Os cientistas encontraram uma série de pequenas lesões nos ossos cranianos, cuja forma e local, segundo eles, são característicos de uma forma de tuberculose que ataca as meninges, a leptomeningite tuberculosa.

Vitamina D

Os pesquisadores acreditam que as circunstâncias que cercaram a imigração do Homo erectus possam ter feito com que ele ficasse mais suscetível à doença.

O Homo erectus, ao imigrar para o norte do planeta vindo de latitudes mais baixas e tropicais, teria produzido menos vitamina D, o que pode enfraquecer o sistema imunológico.

O corpo produz a vitamina D quando a luz do sol atinge a pele. O pigmento da pele, a melanina - mais abundante em peles mais escuras, como a do Homo erectus - forma um escudo, reduzindo o dano causado pelos raios ultravioleta, mas também reduzindo a fabricação da vitamina.

"A produção de vitamina D na pele serve como uma das primeiras linhas de defesa do corpo contra uma série de infecções e doenças", disse Kappelman.

Os detalhes da pesquisa foram divulgados na publicação especializada American Journal of Physical Anthropology.

Simon Mays, um especialista britânico em esqueletos humanos, afirmou que, até o momento, o mais antigo caso de tuberculose já registrado foi encontrado em restos descobertos na Itália, com cinco mil anos de idade.

"Este relato sugere que houve um caso 450 mil anos antes daque aquele. Vamos precisar de uma prova muito consistente de que as lesões descritas no crânio foram realmente causadas por tuberculose e não outra coisa", disse.

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