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Atualizado às: 25 de novembro, 2007 - 00h05 GMT (22h05 Brasília)
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Trabalhistas garantem vitória ampla na Austrália
Kevin Rudd discursa após a confirmação do resultado
Rudd prometeu fazer um governo "para todos os australianos"
O partido de oposição na Austrália, o Trabalhista, liderado pelo ex-diplomata Kevin Rudd, garantiu uma vitória esmagadora nas eleições parlamentares do país, tirando o poder do primeiro-ministro, John Howard, depois de 11 anos.

Rudd disse que a Austrália "olhou para o futuro" e que será "um primeiro-ministro para todos os australianos."

A expectativa é que entre as principais medidas do novo governo trabalhista sejam uma retirada das tropas australianas do Iraque e a assinatura do Protocolo de Kyoto, para limitar as emissões de gases do efeito estufa no país.

Apuradas 75% das urnas, os trabalhistas já tinham 53% dos votos. A coalizão liderada pelo partido Liberal de Howard conseguira 46,5%. O próprio primeiro-ministro ainda corre sério risco de perder a sua vaga no Parlamento em seu reduto eleitoral, Bennelong.

John Howard buscava um quinto mandato consecutivo e era considerado um dos aliados mais próximos do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, na guerra no Iraque.

Parabéns

Em um discurso na noite do sábado (manhã de sábado no Brasil), após a contagem dos votos confirmar sua derrota, Howard parabenizou Kevin Rudd pela vitória.

"Esta é uma grande democracia e eu desejo tudo de bom para Rudd. Ele assume o manto como o 26º primeiro-ministro da Austrália", disse Howard.

"Deixamos a ele uma nação que é mais forte, mais orgulhosa e mais próspera do que era há 11 anos e meio", afirmou.

Rudd, por sua vez, disse que o país havia "olhado para o futuro" e prometeu fazer um governo "para todos os australianos".

John Howard
Imagem de Howard estava desgastada após quase 12 anos
Se confirmada a derrota de Howard em seu distrito, esta será somente a segunda vez na história que um premiê australiano não consegue ao menos manter sua cadeira no Parlamento.

À frente nas pesquisas

Durante a votação, Howard se dizia confiante numa vitória de seu Partido Liberal. “Eu espero que nós vençamos. Acredito que venceremos. Está nas mãos de meus companheiros australianos”, disse.

Mas o líder trabalhista Kevin Rudd, um ex-diplomata de 50 anos, permaneceu à frente nas pesquisas de intenção de voto durante toda a campanha eleitoral.

“Eu tenho que dizer que há um grande clima de mudança na Austrália. As pessoas querem uma nova liderança, com um plano positivo para o futuro”, disse Rudd ao votar em seu distrito, em Queensland.

Durante a campanha, o Partido Trabalhista procurou capitalizar sobre a recusa do governo de Howard de ratificar o protocolo de Kyoto para o combate ao aquecimento global e também prometeu retirar as tropas australianas do Iraque.

A campanha de Howard foi baseada no sucesso de suas políticas econômicas.

Segundo o correspondente da BBC em Sydney Nick Bryant, a população australiana parecia estar cansada de Howard após tê-lo por quase 12 anos à frente do governo.

Seu apoio à guerra no Iraque também era visto com desconfiança. Além disso, reformas trabalhistas promovidas por ele foram mal recebidas pela classe trabalhadora, parcela da população que tradicionalmente o apoiava.

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