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Premiê da Austrália critica candidato democrata dos EUA | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro da Austrália, John Howard, afirmou que a rede Al-Qaeda deveria "rezar quantas vezes for possível" por uma vitória do pré-candidato à presidência dos Estados Unidos, Barack Obama. Howard criticou a opinião do democrata Obama – que anunciou no sábado a entrada na disputa pela candidatura do partido, ao lado da senadora Hillary Clinton – que afirmou que as tropas americanas deveriam deixar o Iraque já em março do ano que vem. Obama rebateu dizendo que se o primeiro-ministro da Austrália está tão preocupado com o assunto, deveria aumentar o número de tropas australianas no Iraque. Caso contrário, as palavras dele seriam apenas "um punhado de retórica vazia". Segundo o correspondente da BBC em Sydney, Nick Bryant, Howard é conhecido por "dar um boi para não entrar, mas dar uma boiada para não sair de uma briga". Bryant destacou, no entanto, que essa é a primeira vez que ele compra briga com um político de outro país. 'Torcida por Obama' Howard disse que a posição de Obama sobre o Iraque "só incentiva aqueles que querem desestabilizar completamente e destruir o país, além de criar caos e uma esperança para os terroristas torcerem por uma vitória de Obama". "Se eu fosse o líder da Al-Qaeda no Iraque, eu marcaria um círculo em torno de março de 2008 e rezaria quantas vezes fosse possível por uma vitória não só de Obama, mas dos democratas". Howard acrescentou que qualquer retirada de tropas americanas até março de 2008 – a data citada por Obama como ideal – significaria uma derrota para Washington. Uma derrota americana, na opinião de Howard, vai pôr um fim às esperanças de paz nos territórios palestinos e causar instabilidade em países como a Arábia Saudita e a Jordânia. As declarações do australiano parecem ter ferido a regra não-escrita da diplomacia que condena a intervenção política em outros países, segundo o correspondente Bryant. Obama disse ter ficado "lisonjeado" com o ataque do australiano, por considerá-lo um "aliado de George W. Bush". | NOTÍCIAS RELACIONADAS Obama lança sua candidatura à Casa Branca10 fevereiro, 2007 | BBC Report Hillary Clinton diz que vai 'pôr fim à guerra no Iraque' se eleita02 fevereiro, 2007 | BBC Report Senador se desculpa por chamar Obama de 'negro limpo'01 fevereiro, 2007 | BBC Report Mundo está 'determinado' a conter Irã, diz chanceler alemã10 de fevereiro, 2007 | Notícias Relatório critica justificativa para guerra do Iraque10 de fevereiro, 2007 | Notícias EUA têm novo comandante militar no Iraque10 de fevereiro, 2007 | Notícias AIEA suspende programas de ajuda técnica ao Irã10 de fevereiro, 2007 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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