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Atualizado às: 09 de novembro, 2007 - 18h36 GMT (16h36 Brasília)
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'Choques externos' podem reduzir crescimento da América Latina, diz FMI
Anoop Singh, diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do FMI
Diretor do FMI participou da apresentação do relatório em SP
O aperto do crédito e uma recessão nos Estados Unidos poderiam reduzir em até dois pontos percentuais o crescimento da América Latina em 2008, de acordo com a avaliação do FMI (Fundo Monetário Internacional).

"A América Latina continua sensível à desaceleração da demanda externa e à possível deterioração de suas relações de troca", diz o comunicado em que o FMI divulga o relatório "Perspectivas Econômicas: As Américas", publicado nesta sexta-feira.

O Fundo avalia que, embora a maioria dos países da região tenha conseguido lidar com a turbulência dos mercados e a desaceleração da economia americana, os riscos de que o crescimento fique abaixo do esperado aumentaram recentemente.

"E há alguns sinais de que as melhorias nos fundamentos econômicos da região podem vir a sofrer um retrocesso caso não se reforce a política econômica", afirma o documento do FMI.

O relatório foi apresentado a políticos, empresários e acadêmicos em São Paulo nesta sexta-feira, com a presença de Anoop Singh, diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do FMI.

Para Singh, "se a desaceleração nos Estados Unidos for maior que a esperada, ou o período de turbulência se prolongar, não há dúvidas de que a América Latina sentirá um impacto."

Gastos

Segundo o relatório do FMI, se os governos da região continuarem com as despesas no ritmo atual (de 8% a 10% em termos reais), é possível que os superávits fiscais primários se transformem em déficits nos próximos anos.

"Como a região ainda apresenta níveis substanciais de endividamento, a possibilidade de deterioração fiscal diante das despesas atuais é um motivo de grande preocupação", observou Singh.

Apesar dos alertas, o relatório do FMI prevê que a América Latina continuará crescendo a um "ritmo vigoroso" em 2008, impulsionada pelo declínio das dívidas públicas na maioria dos países e pelo amplo consenso na região sobre a preservação da estabilidade econômica.

O documento do Fundo destaca a diminuição do desemprego na região, acompanhada pelo declínio significativo da pobreza.

"O Brasil, por exemplo, conseguiu baixar a sua taxa de pobreza de 34%, em 2002, para 27%, em 2006", cita o relatório, acrescentando que a desigualdade também vem diminuindo desde 1999 na maioria dos países da região.

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