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Diplomatas dos EUA se negam a ocupar vagas no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Cerca de 300 diplomatas americanos protestaram nesta quarta-feira contra uma medida do governo americano para obrigá-los a aceitar cargos na embaixada dos Estados Unidos no Iraque. Os diplomatas participaram de uma reunião no Departamento de Estado para discutir o anúncio, feito na semana passada, de que alguns funcionários poderão ser forçados a trabalhar na embaixada em Bagdá caso não haja voluntários em número suficiente para preencher as vagas. Na última sexta-feira, o diretor de recursos humanos do Departamento de Estado, Harry Thomas, anunciou que cerca de 250 funcionários do corpo diplomático americano seriam notificados de que são "candidatos preferenciais" a 48 vagas na embaixada em Bagdá e em uma equipe de reconstrução que atua em outras partes do Iraque. Esses pré-selecionados receberam 10 dias de prazo para responder se aceitam ou não ocupar as vagas, que são para o período de um ano. Caso o número de voluntários não seja suficiente para preencher as 48 vagas, alguns diplomatas serão forçados a aceitar o trabalho, sob o risco de demissão. "Uma coisa é alguém acreditar no que está acontecendo lá (no Iraque) e se oferecer. Outra coisa é enviar alguém para lá à força", disse o diplomata Jack Croddy, que já trabalhou como consultor político das forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). "Eu sinto muito, mas basicamente isso é uma sentença de morte em potencial. Quem vai criar nossos filhos se nós formos mortos ou gravemente feridos?" Croddy disse ainda que "em qualquer outro país do mundo, a embaixada já teria sido fechada a esta altura". Segundo o correspondente da BBC James Coomarasamy, em Washington, o governo americano vem alertanto há meses que a falta de voluntários para a embaixada em Bagdá poderia levar a esse impasse diplomático. No entanto, sindicatos afirmam que a embaixada no Iraque, constantemente em crescimento, está levando ao limite os recursos humanos. Na tentativa de atrair mais interessados, está sendo oferecido um pacote de incentivos financeiros aos funcionários que aceitarem a missão no Iraque. Diplomatas americanos consideram a embaixada em Bagdá um posto dificil, devido aos riscos de segurança. A falta de segurança também impede que os diplomatas levem suas famílias para o Iraque. Até o momento, as vagas no Iraque sempre foram preenchidas de maneira voluntária. No entanto, esta não será a primeira vez que diplomatas americanos são forçados a ocupar vagas indesejadas. Isso já ocorreu em embaixadas em alguns países africanos nas décadas de 70 e 80. Em 1969, um grupo inteiro de novos funcionários do serviço diplomático foi enviado para o Vietnã. |
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