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Seguranças privados são acusados de matar mulheres em Bagdá
Carro onde morreram duas mulheres em ataque nesta terça-feira em Bagdá
Mulheres pertenciam à minoria cristã da capital iraquiana
A Polícia do Iraque acusou nesta terça-feira agentes ligados a uma empresa de segurança privada de terem matado, enquanto escoltavam um comboio, duas mulheres cristãs em Bagdá.

O nome da empresa não foi divulgado, mas policiais disseram que se trata de uma companhia estrangeira. Um policial descreveu os agentes culpados pelo crime como “gangsters”.

O episódio ocorreu um dia depois que foi divulgado um relatório acusando a empresa de segurança americana Blackwater, que presta serviços no Iraque para o governo dos Estados Unidos, de atirar deliberadamente em civis iraquianos, matando 17 e ferindo mais de 20 no dia 16 de setembro.

O relatório, elaborado por um painel liderado pelo ministro da Defesa iraquiano, exige que a empresa pague US$ 8 milhões em indenização para as famílias de cada uma das vítimas.

O governo do Iraque afirma, segundo a agência de notícias Associated Press, que a indenização pedida é mais alta que o normal "pois a Blackwater trabalha com funcionários que desrespeitam os direitos de cidadãos iraquianos, mesmo sendo convidados neste país".

Também nesta segunda-feira, o governo iraquiano exigiu que os Estados Unidos cancelem sua associação com a Blackwater dentro de seis meses.

Imunidade

O relatório do governo iraquiano afirma que desde que a Blackwater assumiu a segurança dos diplomatas americanos em 2003, seus empregados mataram 38 civis iraquianos e feriram cerca de 50 em tiroteios.

O relatório também afirma que a licença para as operações da Blackwater no Iraque expirou em 2006. Isto significa que a companhia não tem imunidade legal segundo as leis introduzidas pelos Estados Unidos no Iraque depois da invasão de 2003.

Funcionários de empresas privadas de segurança têm imunidade legal no Iraque, mas uma investigação do FBI sobre as mortes está aumentando as chances de que haja um julgamento nos Estados Unidos.

Os Estados Unidos dependem da Blackwater para a proteção de seus funcionários de sua embaixada em Bagdá e não quiseram comentar o relatório iraquiano.

A empresa nega erro por parte de seus seguranças e não comentou a investigação do governo iraquiano sobre o incidente de 16 de setembro.

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