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Atualizado às: 29 de outubro, 2007 - 12h31 GMT (10h31 Brasília)
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Poupar energia vira critério de promoção no PC chinês

Congresso do Partido Comunista Chinês em Pequim
PC quer evitar desperdício e diminuir emissões de poluentes
O bom uso da energia elétrica passará a ser um critério considerado na avaliação de oficiais regionais para promoção a altos cargos dentro do partido comunista.

A medida faz parte da emenda à lei de Conservação de Energia que foi aprovada no domingo durante o encontro do Congresso Nacional do Povo, em Pequim.

O novo texto da legislação diz: "A maneira como as metas de economia de energia são atingidas fará parte da avaliação de performance de um governo local e de seus lideres", informou a agência de notícias estatal Xinhua.

Os oficiais locais serão avaliados pela sua capacidade de colocar em prática as medidas de corte de energia previstas na mesma lei e atingir a meta de consumo recomendada no plano de desenvolvimento qüinqüenal.

Emissões Poluentes

O objetivo da emenda, que entra em vigor em dez de abril de 2008, é evitar o desperdício de recursos, melhorar a eficiência energética e diminuir as emissões de poluentes.

De acordo com estatísticas mundiais da empresa British Petroleum, 70% da energia primária consumida na China no ano passado se originou do carvão.

O mineral é utilizado em usinas termoelétricas para gerar eletricidade, em um processo que libera gases causadores do efeito estufa.

Entre outras ações para limitar o uso de energia, a lei manda que os prédios públicos mantenham o ar-condicionado a temperaturas amenas.

Uma circular do partido estabelece que os aparelhos de refrigeração não funcionem abaixo dos 26º C.

A lei também restringe o uso de luzes na decoração das fachadas de grandes prédios e ordena que as províncias desenvolvam e adotem padrões mais ambiciosos na construção civil para o uso inteligente da eletricidade.

O 11º plano qüinqüenal prevê para o período de 2006 a 2010 um corte no consumo de energia por unidade do Produto Interno Bruto (PIB) de 20%, o que na média corresponde a uma redução de 4% ao ano.

Entretanto, no ano passado, a meta não foi atingida. Ao invés dos 4% ambicionados, o consumo caiu em apenas 1,23%.

Pequim espera agora que a nova versão da lei incentive os lideres locais a perseguir com maior disciplina os objetivos decididos pelo governo central.

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