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Atualizado às: 23 de outubro, 2007 - 15h21 GMT (12h21 Brasília)
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Subsídios agrícolas caíram 4% na OCDE em 2006
Lavoura de soja
OCDE voltou a recomendar redução dos subsídios agrícolas
Os países industrializados reduziram seus subsídios agrícolas no ano passado, indica um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgado nesta terça-feira.

O total de ajuda financeira concedida nos 30 países da organização caiu 4% em 2006, chegando a US$ 268 bilhões. No ano anterior, os subsídios somaram US$ 281 bilhões.

Mas a organização disse que a queda não é resultado de nenhuma mudança nas políticas protecionistas dos países ricos, e sim no atual cenário econômico de altos preços das commodities agrícolas.

Essa conjuntura reduziu a necessidade de subsídios para segurar os preços internos.

A ajuda oficial correspondeu em média a 27% do total da receita dos produtores, um pouco abaixo dos 29% registrados no ano anterior.

Mas a variação foi grande de acordo com cada país, disse a organização. Chegou a 1% da receita dos produtores na Nova Zelândia, mas ultrapassou os 60% na Islândia, Noruega, Coréia do Sul e Suíça.

União Européia

Na União Européia, o valor dos subsídios chegou inclusive a subir entre 2005 e 2006, de US$ 134 bilhões para US$ 137 bilhões. Mas, por conta do efeito da alta receita garantida pelos preços dos produtos, a importância da ajuda dentro do total recebido oscilou de 33% para 32% do total.

No Japão, os subsídios chegaram a US$ 40,6 bilhões, o equivalente a 53% da renda dos produtores.

Já nos Estados Unidos, os subsídios somaram US$ 29 bilhões e garantiram 11% da receita dos produtores, uma queda em relação ao ano anterior (US$ 42 bilhões e 16% do total).

Subsídios na OCDE (US$)
1986-88 - 242 bi
2004-06 - 280 bi
2004 - 292 bi
2005 - 281 bi
2006 - 268 bi
Fonte: OCDE

Para efeito de comparação, a ajuda brasileira aos produtores é de cerca de 3% da receita deles.

A organização voltou a pedir mudanças no sentido de reduzir o protecionismo das políticas agrícolas dos países industrializados.

O diretor de Comércio e Agricultura da OCDE, Stefan Tangermann, disse que "é necessário avançar nas reformas, tanto para garantir o melhor o desempenho doméstico das políticas agrícolas quanto para contribuir com a abertura de mercados para o comércio agrícola".

Fazem parte da OCDE Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Coréia do Sul, Dinamarca, Eslováquia, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Grã-Bretanha, Grécia, Holanda, Hungria, Irlanda, Islândia, Itália, Japão, Luxemburgo, México, Noruega, Nova Zelândia, Polônia, Portugal, República Checa, Suécia, Suíça e Turquia.

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