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Presidente da Petrobras faz 'visita secreta' à Argentina | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, fez uma visita relâmpago neste fim de semana a Buenos Aires, na Argentina, para tentar melhorar as relações com o governo do presidente Néstor Kirchner, afirmaram à BBC Brasil uma fonte da empresa e outra do governo brasileiro. “Relações públicas, foi o principal objetivo da visita”, disse um assessor da Petrobras. Gabrielli se reuniu com o ministro do Planejamento da Argentina, Julio de Vido, e destacou que a empresa planeja aumentar seus investimentos no país vizinho. A Petrobras, de acordo com assessores da empresa, estaria interessada em comprar parte dos ativos da Esso na Argentina. “Mas para que as negociações pudessem avançar, era preciso um gesto político do presidente da empresa, já que as relações com integrantes de peso do governo andavam azedas”, disse o assessor. Críticas Este foi o primeiro encontro entre Gabrielli e Julio de Vido, homem forte do governo Kirchner, desde que o ministro argentino o criticou, publicamente, em março passado. De Vido afirmou, na ocasião, que os contratos da Petrobras no país seriam “seriamente afetados” se a empresa não realizasse os “investimentos necessários” na Argentina. "O Estado vai avançar se não se adaptarem às suas obrigações contratuais", disse o ministro. "Não vamos permitir que o presidente de uma empresa estrangeira, que neste caso é do Estado brasileiro, venha opinar sobre as políticas soberanas da Argentina." As declarações do ministro tinham sido feitas em resposta a afirmações atribuídas a Gabrielli, que pedia um reajuste nos preços do gás e dos combustíveis líquidos na Argentina. "Nós não iríamos de jeito nenhum ao Brasil sugerir ao presidente Lula que adote determinada política de preços", disse De Vido, na época, à agência oficial Telam. Na semana passada, a Secretaria de Meio Ambiente do governo Kirchner mandou fechar parcialmente depósitos da petroleira de capitais brasileiros, sob o argumento de que a empresa não cumpria com as normas exigidas. A medida foi interpretada pela imprensa argentina, como o jornal Ambito Financiero, como possível retaliação ao interesse da Petrobras na compra da Esso, que já tinha a estatal argentina, Enarsa, como principal interessada no negócio e em possível parceria com a petroleira venezuelana PDVSA. Foi neste contexto, afirmou o assessor da Petrobras, que Gabrielli entendeu ser o momento de tentar melhorar as relações com o governo Kirchner. |
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