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Peças de Concorde são leiloadas na França; assista | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Assento de privada, máscara de oxigênio e até um trem de pouso de um Concorde são algumas das mais de mil partes do extinto modelo de avião que estão sendo leiloadas em Toulouse, na França, a partir desta sexta-feira. O leilão serve para levantar fundos para um museu aeronáutico da cidade francesa, que, juntamente com a cidade britânica de Bristol, foi sede do projeto de construção do Concorde. Porém, o colecionador que for ao leilão com a esperança de levar para a casa uma das marcas registradas do Concorde, o bico pontudo, vai sair de mãos vazias. Três bicos foram vendidos em Londres e Paris em 2003 e 2004, sendo que o primeiro deles foi comprado por mais de meio milhão de dólares. "O leilão tem dois tipos de compradores como alvo: os colecionadores que são loucos pelo Concorde, mas também pessoas nostálgicas, que buscam por uma última lembrança do jato supersônico", diz o leiloeiro Marc Labarbe. "As peças não são apenas partes mecânicas, elas também têm uma dimensão estética", acrescentou. Banheiro com vista O lance mínimo para os dois assentos de banheiro do Concorde oferecidos no leilão é de 600 euros (cerca de R$ 1,5 mil) cada um. Os banheiros do Concorde apresentavam uma grande diferença em relação às cabines atuais: tinham vista para fora. Outros itens à venda são um trem de pouso, de 1,2 tonelada, por um preço inicial de 3 mil euros (cerca de R$ 7,8 mil), uma máscara de oxigênio, a partir de 300 euros (cerca de R$ 780)e uma mesinha de café-da-manhã de prata e porcelana por um mínimo de 300 euros. O avião anglo-francês, que começou a voar em 1969, nunca mais conseguiu se recuperar comercialmente depois o acidente de um dos Concordes da Air France nas proximidades de Paris, em 2000, que matou 113 pessoas. Mesmo assim, a aeronave, que deixou de voar em 2003, mantém seus fãs. Segundo Labarbe, são esperadas pessoas de vários países, como da Rússia, Grã-Bretanha, Espanha, Itália e dos Estados Unidos no leilão. "As pessoas são apaixonadas pelo Concorde, porque ele não existe mais. Ninguém vai comprar para fazer um investimento, todos querem ter um pedaço do Concorde", diz o leiloeiro. |
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