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Brasil apóia candidatura de francês à chefia do FMI | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou nesta terça-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou apoio ao candidato francês à presidência do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn. Segundo Amorim, o apoio de Lula foi expresso durante o encontro que o presidente manteve nesta terça-feira com o presidente da França, Nicolas Sarkozy. Strauss-Kahn foi ex-ministro das Finanças da França e é o favorito para suceder ao atual titular do cargo, Rodrigo de Rato. Segundo Amorim, Lula já havia ''manifestado simpatia'' pela candidatura do ex-ministro francês, mas ainda não havia feito um apoio formal. O outro único outro candidato na disputa é Josef Tosovsky, ex-presidente do Banco Central da República Tcheca, que tem apoio da Rússia, mas não do seu próprio país. Strauss-Kahn conta com apoio da União Européia, o que fortalece sua candidatura a diretor-gerente do Fundo. Reforma Desde sua criação, em 1945, a presidência do FMI sempre coube a um europeu. E o comando de sua instituição ''irmã'', o Banco Mundial, criado no mesmo ano, sempre ficou nas mãos de um americano. Há poucos meses, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, havia defendido a necessidade de uma reforma no processo de escolha da presidência dos dois órgãos. Segundo o ministro, as duas instituições deveriam passar por modificações que levassem em conta as mudanças geopolíticas pelas quais o mundo passou desde a Segunda Guerra Mundial e o crescente peso dos países em desenvolvimento. Mantega havia dito que o Brasil não tinha "objeções" à candidatura do antigo ministro socialista francês, mas acrescentou que se tratava de um "candidato tradicional''. Em julho deste ano, Strauss-Kahn fez um giro por países em desenvolvimento, entre eles o Brasil, a fim de divulgar sua candidatura e dissipar qualquer mal estar entre estas nações relativo ao possível desgaste da regra não-escrita segundo a qual europeus e americanos escolhem a chefia dos dois órgãos. |
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