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Atualizado às: 24 de setembro, 2007 - 09h21 GMT (06h21 Brasília)
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Visita de Tarso só ajuda 'com pedido de extradição'

Mônaco
Cacciola permanece detido em prisão em Mônaco
O ministro da Justiça, Tarso Genro, se reúne nesta segunda-feira em Mônaco com autoridades judiciais do país para reforçar o interesse do governo brasileiro na extradição do ex-banqueiro Salvatore Cacciola.

Mas a procuradora-geral de Mônaco, Annie Brunet-Fuster, disse que a viagem do ministro "só terá efeito se ele trouxer o pedido de extradição".

Uma visita apenas diplomática não permitirá, segundo ela, que o processo avance na Justiça de Mônaco. A procuradora vêm afirmando nos últimos dias que continua aguardando os documentos brasileiros.

Segundo informações do Ministério da Justiça, divulgadas na quinta-feira, Genro não levaria na bagagem o pedido formal de extradição, mas somente os trechos mais importantes das ações contra Cacciola.

Processo

O processo judicial que pede a extradição do ex-dono do banco Marka possui 552 páginas e ainda está sendo traduzido para o francês, informou a assessoria do ministério.

O dossiê contra Cacciola na Justiça de Mônaco se resume até o momento a uma magra pasta com um dezena de papéis, que tratam basicamente de sua prisão no principado.

O ministro Tarso Genro passou o dia de domingo em Paris, mas evitou falar com a imprensa. Ele embarcou para Mônaco na manhã desta segunda-feira.

Ele se reúne ainda na segunda com o diretor dos Serviços Judiciários, Philippe Narmino, cujo cargo é equivalente ao de ministro da Justiça, e depois, em outro encontro, com a Procuradora-Geral de Mônaco.

O Brasil dispõe agora de pelo menos duas semanas para enviar o pedido de extradição, já que o prazo legal, de 20 dias, começou a correr desde a prisão de Cacciola, no último dia 15.

Mas esse prazo de 20 dias pode ser prorrogado por mais 20 dias a pedido do governo brasileiro.

O advogado de Cacciola em Mônaco, Frank Michel, afirmou à BBC Brasil que preferiria que o ministro Genro “não fosse a Mônaco”.

Mas o advogado disse também acreditar que a visita do ministro não irá influenciar em nada o julgamento dos magistrados da Corte de Apelações de Mônaco, o equivalente a um tribunal de recursos, que irá analisar a validade jurídica do pedido de extradição de Cacciola.

Caso Cacciola
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