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Atualizado às: 20 de setembro, 2007 - 20h38 GMT (17h38 Brasília)
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Para advogado de Cacciola, viagem de Genro não 'impressionará' juízes

Castelo em Mônaco. Foto: www.visitmonaco.com
Salvatore Cacciola permanece detido em uma prisão de Mônaco
Frank Michel, o advogado de Salvatore Cacciola em Mônaco, diz que a ida do ministro da Justiça, Tarso Genro, ao principado na próxima segunda-feira, com o objetivo de reforçar o interesse do Brasil na extradição do ex-banqueiro, "não deve impressionar os magistrados que analisarão o pedido do governo brasileiro".

"Nunca vi esse tipo de iniciativa. Conheço bem os juízes e não acredito que o Tribunal de Recursos de Mônaco seja sensível a esse tipo de pressão", diz o advogado que, junto com a italiana Alessandra Mocchi, cuida da defesa de Cacciola.

Michel conheceu o ex-banqueiro pessoalmente nesta quinta-feira no presídio de Mônaco. "Nesse encontro de hoje, Cacciola me explicou seu caso e me falou sobre suas condenações no Brasil. Não discutimos ainda a estratégia da defesa", diz o criminalista.

De acordo com o advogado, o próprio Cacciola não abordou a questão do pedido de liberdade.

"Não estou certo se haverá um pedido de liberdade, ainda não discutimos isso", diz Michel, ressaltando que é pouco provável que o pedido ocorra antes da chegada a Mônaco dos documentos do governo brasileiro solicitando a extradição.

 É muito difícil obter a libertação quando existe um mandado de prisão internacional. Para termos maiores chances, precisamos analisar detalhadamente o pedido de extradição.
Frank Michel, advogado de Cacciola

"É muito difícil obter a libertação quando existe um mandado de prisão internacional. Para termos maiores chances, precisamos analisar detalhadamente o pedido de extradição", afirmou o advogado.

"Sem comparação"

Como o ex-banqueiro foi preso durante um fim de semana e não pôde dispor imediatamente de seus próprios advogados, a Justiça de Mônaco havia designado um defensor público para Cacciola.

Foi o defensor público, que já se retirou do processo, que anunciou ao juiz em uma audiência na última terça-feira os nomes dois advogados escolhidos por Cacciola, Alessandra Mocchi e Frank Michel.

Segundo o advogado monegasco, Cacciola disse que suas condições na prisão são boas. "Ele falou que tudo está muito bem", contou Michel. "E mencionou que não existem comparações entre a prisão de Mônaco e os presídios brasileiros."

O advogado não revelou maiores detalhes sobre a estratégia da defesa, mas deu uma idéia de alguns pontos que poderiam ser levantados para impedir a extradição.

"O pedido só pode ser aceito se o crime também é punido pela legislação de Mônaco", diz Michel.

A lei impede que a extradição ocorra se o crime cometido é de ordem fiscal, mas autoriza no caso de infrações de natureza financeira.

Questionado sobre esse aspecto da lei monegasca, que poderia se aplicar a Cacciola, o advogado respondeu que em "Mônaco, a definição de crime financeiro não é muitas vezes a mesma aplicada em outros países".

Esse não é o primeiro caso de Michel ligado ao Brasil. Ele defendeu o enfermeiro Ted Maher, que matou o banqueiro Edmond Safra em um incêndio em Mônaco. Maher foi libertado em agosto passado, antes do prazo final de sua pena.

O advogado monegasco também já atuou em outros processos ligados a crimes financeiros, como o caso Hobbs-Melville, julgado em Mônaco, no qual 450 investidores de uma série de países sofreram prejuízos de mais de 175 milhões de euros.

Caso Cacciola
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