|
Protestos reúnem 30 mil contra governo de Mianmar | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Novos protestos reuniram, nesta segunda-feira, 30 mil pessoas nas ruas de Rangoon, a maior cidade de Mianmar, antiga Birmânia. Os manifestantes estão sendo liderados pelos monges da Aliança dos Monges Budistas da Birmânia, que protestaram pelo oitavo dia consecutivo contra o governo militar. O protesto está sendo considerado o maior nos últimos 20 anos. Pelo terceiro dia seguido, um grupo de monges tentou visitar a líder da oposição pró-democracia, Aung San Suu Kyi, que está em prisão domiciliar desde 2003. Como aconteceu no domingo, quando 20 mil pessoas saíram às ruas, os policiais impediram o encontro ao não permitirem que os monges passassem pelo cerco à casa da líder. De acordo com analistas, o futuro das manifestações é imprevisível. Até agora, os generais no poder não têm reagido, mas há receios de que se repita o episódio de violência ocorrido em 1988, quando o último levante pró-democracia terminou com a morte de 3 mil pessoas. "Território sem lei" Os monges são muito respeitados no país e qualquer ato violento contra eles poderia provocar revolta da população. O embaixador britânico em Rangoon, Mark Canning, disse que os líderes do país estão vivendo em um "território sem lei". "As demonstrações podem acalmar ou, então, provocar uma reação que poderia resultar num desatre", disse Canning, em entrevista à BBC. Durante os protestos desta segunda-feira, os monges carregaram cartazes pedindo reconciliação nacional e melhores condições de vida para o povo. Como parte dos protestos, os organizadores pedem que toda população de Mianmar pare para rezar em frente às suas casas durante 15 minutos, às 20h. Em um comunicado divulgado na sexta-feira passada, os monges prometeram continuar os protestos até conseguirem "varrer a ditadura militar do país". As manifestações em Mianmar começaram por causa do aumento nos preços dos combustíveis no mês passado, mas agora os monges querem que o governo entregue o poder. Ativistas pró-democracia iniciaram os protestos contra o governo, resultando na prisão de dezenas. Os monges aderiram ao movimento quando soldados do governo usaram a força para acabar com um protesto pacífico na cidade de Pakokku, no dia 5 de setembro. A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse que os Estados Unidos estão "observando com muita atenção" os protestos e criticou o que chamou de "regime brutal" de Mianmar. "O povo de Mianmar merece mais que isso. Eles merecem ter o direito de viver em liberdade, como qualquer outro povo", disse Rice. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Cruz Vermelha condena abusos em Mianmar29 junho, 2007 | BBC Report Monges de Mianmar participam de 6º dia de protestos22 de setembro, 2007 | Notícias Monges protestam pelo 3º dia seguido em Mianmar; assista20 setembro, 2007 | BBC Report | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||