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Atualizado às: 16 de setembro, 2007 - 23h58 GMT (20h58 Brasília)
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Pesquisa aponta vitória de Oviedo no Paraguai

O ex-general paraguaio Lino Oviedo
Oviedo é acusado de tentar golpe em 1996
Dez dias depois de sair da prisão, o ex-general paraguaio Lino Oviedo superou o presidenciável Fernando Lugo na pesquisa de intenção de votos realizada pela consultoria First Análises e Estudos e publicada, neste domingo, no jornal ABC Color, de Assunção.

De acordo com o levantamento, se as eleições fossem agora, Oviedo seria eleito presidente do país com 31,5% dos votos, caso não estivesse inabilitado pela justiça para ser candidato.

O ex-bispo Fernando Lugo ficaria em segundo com 27,5% da votação, quase empatado com o candidato do tradicional partido Colorado, que teria 27,2%.

Na pesquisa anterior, em julho, quando Oviedo ainda estava preso, Lugo, da aliança Concertación, liderava as intenções de voto. Mas segundo avaliação da First, a libertação de Oviedo, após mais de três anos de cadeia, e a fratura da Concertación contribuíram para que o ex-general superasse o ex-bispo.

Sem Oviedo

De acordo com o mesmo levantamento, se Oviedo não puder se candidatar, Lugo seria o próximo presidente do Paraguai com 36,5% dos votos, superando o partido Colorado, com 17,9%.

O total de votos nulos mais que triplica quando o ex-general não aparece na lista de candidatos - salta de 5,5% para 17,9%.

As eleições presidenciais do Paraguai estão marcadas para abril de 2008. Em dezembro, ocorrem as prévias do partido Colorado, há quase seis décadas no poder.

Outro levantamento, realizado pelo instituto Coin para o jornal Ultima Hora, mostrou que Lugo tem o menor índice de rejeição popular (7%) entre os possíveis candidatos, incluindo Oviedo (15%) e a ex-ministra da Educação, Blanca Ovelar (34%), que oficialmente teria o apoio do atual presidente Nicanor Duarte Frutos.

Lula

Mas segundo a imprensa paraguaia, alguns setores apoiariam a candidatura de Oviedo, acusado de tentar um golpe contra o então governo de Juan Carlos Wasmosy, em 1996.

Neste domingo, o ex-general voltou a ser notícia, em entrevistas que concedeu aos jornais ABC Color, da capital paraguaia, e Perfil, de Buenos Aires, na Argentina.

“No momento estou impedido de ser candidato, mas até que o tribunal possa rever a minha condenação ou que me beneficie com um indulto ou anistia. Eu não me sinto culpado de nada”, disse aos jornais e a emissoras de rádio.

Oviedo acredita que ele terá a autorização para disputar as próximas eleições e que será eleito presidente. “Mas se eu não for habilitado, apresentaremos uma chapa e minha tropa sim chegará (à Presidência)”, disse.

Nas entrevistas deste domingo, Oviedo fez críticas aos presidentes da Argentina, Nestor Kirchner, dizendo que ele se preocupa com o crescimento econômico, mas não de sua base política. Chamou o líder venezuelano Hugo Chávez de “ditador” e se referiu ao presidente Lula como uma pessoa “muito inteligente”.

“Lula conseguiu fazer mudanças e fortalecer o Brasil para os investimentos. Por isso ele foi reeleito, porque faz as coisas bem”, afirmou.

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