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Atualizado às: 13 de setembro, 2007 - 05h46 GMT (02h46 Brasília)
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Premiê japonês é hospitalizado devido a 'estresse'
Shinzo Abe
Shinzo Abe foi internado um dia depois de anunciar sua renúncia
Um dia depois de anunciar sua renúncia, o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, foi internado em um hospital de Tóquio nesta quinta-feira, segundo informações do governo japonês.

Abe foi submetido a exames depois de ter passado mal e, segundo os médicos, deverá ficar hospitalizado por pelo menos três dias para tratar de problemas estomacais que podem ser resultantes de "exaustão e estresse".

Na quarta-feira, ao anunciar sua renúncia, Abe disse que tinha perdido a confiança da população, depois de uma derrota importante de seu partido, o Liberal Democrata, nas eleições para o Senado em julho e de uma série de escândalos financeiros envolvendo ministros.

O premiê vinha enfrentando crescente pressão para que renunciasse. No entanto, há rumores de que sua decisão também esteja relacionada a problemas de saúde.

Antes de Abe ser levado ao hospital, seu chefe de gabinete, Kaoru Yosano, havia falado sobre o estado de saúde do primeiro-ministro.

"Abe tem uma doença que pode causar mal-estar", disse Yosano em uma coletiva de imprensa. "Sgundo seu médico, o nível de fadiga de Abe chegou ao ponto máximo. Então, eu acredito que o médico concluiu que ele precisava ser examinado em um hospital bem equipado."

Surpresa e críticas

Abe, um nacionalista de 52 anos, assumiu o governo no ano passado como o mais jovem primeiro-ministro do Japão pós-guerra.

Sua renúncia, anunciada no dia em que ele deveria responder a perguntas no Parlamento sobre a missão de apoio do Japão às forças dos Estados Unidos no Afeganistão, foi recebida com surpresa e críticas.

Abe vinha resistindo às pressões por sua renúncia e, apenas duas semanas antes, havia reformulado seu gabinete.

Ao anunciar sua decisão, o premiê disse que ela havia sido tomada devido à realidade política resultante das eleições de julho.

Com a vitória nas eleições para o Senado, a oposição ficou em condições de bloquear projetos de lei importantes, como a renovação do mandato da missão naval japonesa no Afeganistão.

"Se eu adiar minha decisão de sair, o governo irá enfrentar maiores dificuldades no Parlamento", afirmou Abe na quarta-feira.

Sucessor

Segundo a imprensa japonesa, o Partido Liberal Democrata deverá se reunir no dia 19 ou no dia 25 para escolher um novo líder, que se tornará automaticamente o novo primeiro-ministro do Japão.

O secretário-geral do partido, Taro Aso, que já foi ministro de Relações Exteriores, é o mais cotado para assumir o cargo.

O atual ministro das Finanças, Fukushiro Nukaga, a o ex-ministro das Finanças Sadakazu Tanigaki, são outros prováveis candidatos. Kaoru Yosano também está cotado para o cargo, assim como o ex-porta-voz Yasuo Fukuda.

O Partido Liberal Democrata também vem enfrentando pressões, tanto da oposição quanto da mídia, para convocar novas eleições.

"Com o governo do Partido Liberal Democrata imerso em tanta confusão, os eleitores deveriam ser consultados de maneira apropriada sobre sua escolha para líder em uma eleição geral", disse o jornal Asahi em um editorial.

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