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Influente senador republicano pede retirada do Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O senador republicano John Warner pediu nesta quinta-feira a retirada de cerca de 5 mil soldados americanos do Iraque até o fim do ano. Ex-presidente do Comitê de Forças Armadas do Senado americano, Warner afirmou que os Estados Unidos precisam mostrar que o seu comprometimento com o Iraque tem um limite. Segundo Warner, as tropas americanas aumentaram a segurança no Iraque, mas acabaram decepcionadas pelo governo iraquiano. "Nós simplesmente não podemos, enquanto nação, colocar nossos soldados em risco contínuo sem começar a tomar algumas medidas decisivas que chamem a atenção de todos", disse Warner. No entanto, Warner disse que cabe ao presidente George W. Bush, e não ao Congresso, estabelecer um cronograma de retirada. "Eu digo ao presidente, com todo o respeito, escolha o número que desejar. (...) Certamente entre mais de 160 mil, digamos que uns 5 mil poderiam começar a ser retirados e estar em casa, com suas famílias e amigos, até o Natal deste ano", disse. Relatório O senador fez suas declarações depois da divulgação de um novo relatório elaborado por agências de inteligência americanas, segundo o qual os líderes políticos iraquianos não conseguem governar de forma "eficaz" e o governo do Iraque provavelmente vai se tornar "mais precário" nos próximos meses. O documento de dez páginas, conhecido como National Intelligence Estimate (NIE), reúne avaliações feitas pelas 16 agências de inteligência dos Estados Unidos. O relatório afirma que as divisões entre sunitas e xiitas continuam causando instabilidade política no Iraque e expressa "graves dúvidas" de que o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, consiga superar as divisões sectárias e cumprir as promessas do governo de unificar o país. O documento diz que a situação da segurança no Iraque melhorou de forma "mensurável, mas irregular" desde o começo deste ano, depois da escalada da presença americana no país. Mas o relatório afirma que o nível de violência no país permanece alto e que as forças de segurança iraquianas ainda não são capazes de atuar sem o apoio de tropas americanas. Pressão Segundo o correspondente da BBC James Coomarasamy, em Washington, as declarações do senador, um influente político do partido do presidente Bush, deverão ter um forte impacto. O relatório das agências de inteligência foi divulgado um dia depois de Bush manifestar apoio a Maliki, em um discurso para veteranos de guerra. Bush disse na quarta-feira que Maliki é "um bom homem, com um trabalho difícil". A divulgação também ocorre em um momento em que cresce a pressão dos democratas americanos pela saída de Maliki, devido ao seu fracasso em superar as divisões sectárias do Iraque. Depois da divulgação do documento, o porta-voz da Casa Branca, Gordon Johndroe, disse que as conclusões do relatório "mostram claramente que a estratégia militar de contra-insurgência, em operação total desde o verão, começou a reduzir o crescimento da violência" no Iraque. "Não acredito que o presidente tenha mudado de idéia sobre o estabelecimento de um cronograma de retirada. É importante agora esperar e ouvir o que os nossos comandantes no Iraque têm a dizer sobre o futuro", afirmou o porta-voz. Em meados de setembro, o comandante militar americano no Iraque, general David Petraeus, deverá apresentar ao Congresso a avaliação obrigatória sobre o impacto do reforço das tropas na contenção da violência e os avanços políticos em Bagdá. |
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