BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 22 de agosto, 2007 - 18h08 GMT (15h08 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Democratas questionam posição do FMI após golpe na Venezuela

Chávez anunciou que pretende retrirar Venezuela do FMI
Chávez anunciou que pretende retrirar Venezuela do FMI
O Fundo Monetário Internacional (FMI) se defendeu das acusações feitas por deputados democratas americanos sobre o papel assumido pelo órgão, logo após o golpe na Venezuela, em 2002, contra o presidente Hugo Chávez.

Cinco deputados democratas enviaram uma carta na semana passada ao diretor do Fundo, Rodrigo de Rato, na qual fazem questionamentos sobre as declarações feitas por Thomas Dawson, o então diretor de relações externas do FMI, logo após o golpe na Venezuela, em abril de 2002.

Na carta, eles alegam que os comentários de Dawson de que o Fundo estava "pronto a ajudar a nova administração da maneira que for julgada apropriada" foram feitos horas após o golpe contra Hugo Chávez e questionam se o Fundo tinha conhecimento prévio da tentativa de derrubá-lo.

O FMI se defendeu das acusações dizendo que, na ocasião, o diretor de relações externas do Fundo expressou preocupações com o que se passaria com a população do país.

O Fundo acrescentou ainda que não tinha qualquer conhecimento prévio de nenhum tipo de tentativa de golpe na Venezuela.

Na entrevista, Dawson afirma que a instituição estava preocupada "que houvesse o risco de perdas de vidas" na Venezuela.

'Incomuns'

A carta foi enviada por cinco deputados da esquerda democrata: Dennis Kucinich - um dos presidenciáveis do partido -, Raul Grijalva, Jose Serrano, Barbara Lee e Tammy Baldwin

No documento divulgado pelos democratas, os deputados classificam os comentários como "altamente incomuns", visto que "o FMI é normalmente cauteloso sobre os governos que auxilia ou que considera parceiros apropriados para acordos, empréstimos ou outras formas de assistência por parte do FMI".

A carta vai além, ao dizer que as declarações de Dawson são "ainda mais incomuns", visto que na ocasião em que foi feita, na manhã do dia 12 de abril de 2002, "o governo comandado por Pedro Carmona na Venezuela tinha apenas algumas horas de idade e não contava com as marcas de um governo democrático".

Além de questionarem se os os membros do FMI tinham conhecimento prévio do então recém-ocorrido golpe, os deputados perguntam como e por quem a decisão de apoiar Carmona foi informada a Thomas Dawson.

Apoio rápido

O último questionamento da carta é se o FMI alguma vez ofereceu um apoio tão rápido a um governo que tomou o poder através de um golpe militar.

Hugo Chávez recentemente afirmou que a Venezuela vai se retirar do Banco Mundial e do FMI.

O candidato europeu à sucessão de Rodrigo de Rato, Dominique Strauss-Kahn, disse que a saída da Venezuela seria lamentável e que faria tudo a seu alcance para que os países-membros permanecessem na instituição.

Strauss-Kahn é o mais cotado para suceder Rato, que deixará o comando do Fundo em outubro deste ano.

A Rússia apresentou nesta terça-feira, no entanto, uma candidatura alternativa para a direção do FMI, a do ex-primeiro-ministro checo e atual presidente do Banco Central do país, Josef Tosovsky.

O presidente da Venezuela, Hugo ChávezVenezuela
Veja os principais pontos da reforma proposta por Chávez.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade