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Celso Amorim visita região atingida por terremoto no Peru | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, esteve na cidade de Pisco neste domingo para acompanhar a chegada do terceiro avião da Força Aérea Brasileira com alimentos e purificadores de água. “O governo do presidente Lula se solidariza com o povo peruano neste momento de dor”, disse Amorim. Um grupo de médicos legistas brasileiros viajou com o ministro para ajudar as equipes peruanas na identificação dos corpos. O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, também visitou a cidade, onde 80% das casas desabaram. Uribe chegou ao Peru acompanhado de integrantes da Defesa Civil, bombeiros e médicos colombianos especialistas em desastres e percorreu a região a pé com Alan García. Revolta O presidente peruano foi surpreendido por um grupo de 100 sobreviventes que reclamavam da falta de ajuda e teve que ser protegido por seguranças. Alan García informou que o governo começou a segunda fase dos trabalhos na região sul do país, a mais atingida pelo terremoto desta quarta-feira: “Agora é hora da retirada dos escombros para a reconstrução das casas”, disse. No Vaticano, durante a missa de domingo, o Papa Bento XVI também prestou condolências ao povo do Peru e anunciou que vai enviar o Secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Tarcísio Bertone, para ajudar os desabrigados. Os moradores que sobreviveram ao terremoto estão abandonando a cidade para vir a Lima. Muitos chegam à capital sem ter para onde ir. Os bombeiros continuam trabalhando no resgate dos corpos entre os escombros, mas as chances de encontrar sobreviventes são remotas depois de quatro dias. A fragilidade do material utilizado na construção das casas da região é um agravante. Desorganização A ajuda internacional não pára de chegar, mas a população reclama que não está recebendo o suficiente por causa da desorganização na hora de distribuir os alimentos. Mais de mil soldados do Exército e policiais fazem a segurança da região para evitar os saques e os atos de vandalismo. Os telefones já funcionam, mas a cada novo tremor as linhas são cortadas e o desespero aumenta. Nos bairros mais pobres, as filas para conseguir água e comida se multiplicam e trazem angústia. Há muita disputa. Alguns moradores recebem muito, enquanto outros, apesar de também estarem na fila, não recebem nada. Na principal praça da cidade foram instalados dois banheiros públicos, que não são suficientes para todos. As crianças começam a ter problemas respiratórios por causa da poeira dos escombros. O lixo, que se acumula com os destroços, e a falta do abastecimento de água potável podem aumentar o perigo de doenças. Estrada bloqueada Na região rural, a situação também é desesperadora. Os moradores dizem que só as áreas urbanas recebem a atenção do governo. A estrada de acesso está bloqueada por causa das pedras que caíram com o terremoto. Algumas pessoas caminham em busca de comida. Outras viajam a pé às comunidades andinas porque não têm notícias do que aconteceu com parentes. Em algumas comunidades, todas as casas desabaram. Já não há comida e a ajuda demora por causa do bloqueio da estrada. Em Lima, as campanhas de solidariedade continuam. Nos supermercados, já não há garrafas de água mineral. Nas ruas, centenas de pessoas passaram o domingo organizando carros e caminhões com os donativos. |
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