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Atualizado às: 03 de agosto, 2007 - 22h53 GMT (19h53 Brasília)
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Foco de febre aftosa é descoberto na Grã-Bretanha
Carcaça de gado incinerado na Grã-Bretanha (foto de arquivo)
Em 2001, um surto de febre aftosa devastou a pecuária britânico
Autoridades sanitárias da Grã-Bretanha descobriram um foco de febre aftosa em uma fazenda no condado de Surrey, no sul da Inglaterra.

Medidas de emergência já foram colocadas em prática. Foi estabelecida uma zona de proteção de três quilômetros ao redor da fazenda, além de uma zona de vigilância de 10 quilômetros, na qual os animais serão monitorados.

Também foi proibida a movimentação de gado, suínos e ovinos em toda a Grã-Bretanha. O rebanho da fazenda deverá ser sacrificado, conforme prevê a legislação.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, participou por telefone de uma reunião da comissão Cobra (a comissão para emergências do governo).

Brown tinha acabado de iniciar suas férias em Dorset, mas deverá retornar a Londres neste sábado para uma nova reunião. O ministro do Meio Ambiente, Hilary Benn, vai interromper suas férias na Itália.

A confirmação do caso da doença - que devastou a pecuária britânica em 2001 - foi feita pela chefe do serviço veterinário da Grã-Bretanha, Debby Reynolds, depois que amostras do gado da fazenda foram testadas e tiveram resultado positivo.

As restrições sobre a propriedade começaram nesta quinta-feira, quando apareceram os primeiros sintomas nos animais.

"Estamos tentando descobrir de onde a doença pode ter vindo, mas ainda estamos nos estágios iniciais", disse Reynolds.

A chefe do serviço veterinário recomendou que os produtores em toda a Grã-Bretanha examinem seus animais cuidadosamente e reportem qualquer suspeita imediatamente.

"Esse episódio é motivo de grande preocupação. Temos uma indústria ainda deprimida com preços baixos", disse o presidente da União Nacional de Produtores, Peter Kendall.

"Temos de assegurar que este seja um incidente isolado. Estamos trabalhando com o governo para garantir que as medidas certas sejam tomadas."

O presidente da Aliança Rural, Tim Bonner, disse que a simples menção da palavra "febre aftosa" vai "provocar arrepios em cada produtor do país".

"Esperamos uma resposta melhor do governo desta vez. Da última vez, foi o caos", disse Bonner.

A febre aftosa é uma doença altamente contagiosa que ataca animais como bovinos, suínos, ovinos e caprinos. Até hoje, raríssimos casos em humanos foram registrados.

Especialistas dizem que não há risco em ingerir carne e leite de animais infectados. O sacrifício dos animais doentes é exigido para evitar o contágio entre eles. Países com a doença sofrem restrições no comércio internacional de carnes.

Em 2001, um surto de febre aftosa provocou o sacrifício de cerca de 10 milhões de animais, arruinou muitos produtores e custou ao país 8,5 bilhões de libras (cerca de R$ 32,9 bilhões).

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