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Atualizado às: 08 de fevereiro, 2006 - 22h51 GMT (20h51 Brasília)
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RS anuncia medidas para evitar surto de aftosa

Serviço Nacional de Saúde admitiu que mais de três mil animais foram expostos
A Secretaria de Agricultura do Rio Grande do Sul intensificou a fiscalização nas localidades próximas à fronteira com a Argentina, depois que o país vizinho anunciou que descobriu um foco da febre aftosa numa fazenda na província de Corrientes.

Caminhões e pessoas terão que passar por "rodolúvel" (lavar as rodas) e "pedilúvel" (lavar os pés) antes de entrar no estado, nas barreiras sanitárias instaladas no ano passado e que agora são fixas e contam com mais técnicos.

A medida foi informada pelo Secretário de Agricultura, Olacir Klein, quase ao mesmo tempo em que o governo do Uruguai suspendia a compra da carne argentina.

O ministro uruguaio da agricultura, José Mujica, disse, numa entrevista à imprensa, em Montevidéu, que foram suspensas as compras de carnes e derivados que não tenham passado por processo de industrialização.

Suspensão de Importações

Além do Uruguai, o Chile, segundo especialistas e a imprensa chilena, adotou a mesma medida, já que ali existe prazo de seis meses para um país rever um anúncio oficial da doença, caso da Argentina.

Outros países, como Paraguai e Peru, também analisam providências, de acordo com assessores destes governos. A doença, segundo analistas, reaparece para "assustar" uma região onde estão dois dos três maiores exportadores de carne do mundo: Brasil e Argentina.

A aftosa foi descoberta numa fazenda em São Luis del Palmar, em Corrientes, a 25 quilômetros do Paraguai - 267 quilômetros de Itaqui, do lado brasileiro, e, segundo Mujica, a 500 quilômetros da fronteira com o Uruguai.

A notícia, como disse um exportador argentino, “caiu como uma bomba” no mercado local e na região.

O mapa das exportações de carne mudou quando, em outubro do ano passado, foram descobertos focos da doença – que emagrece o gado e pode contaminar outros rebanhos – no Mato Grosso do Sul e no Paraná.

O Brasil deixou, então, de exportar, por exemplo, para o Chile, que passou a preferir o produto argentino. Mas agora, em meio a uma queda de braço com o governo do presidente Néstor Kirchner, os exportadores argentinos também saíram perdendo.

Há poucos dias, Kirchner determinou as exportações do produto fossem reduzidas, na tentativa de colocar um freio nos preços no mercado interno.

Nessa cadeia que inclui aftosa, exportações e preços, o Uruguai decidiu se antecipar porque, de acordo com especialistas, é o único dos quatro países do Mercosul que vende carnes frescas para os Estados Unidos.

Mercosul

A autoridade sanitária do governo do presidente uruguaio Tabaré Vázquez, Hipólito Tapié, disse à imprensa argentina que será marcada reunião, de urgência, na semana que vem, entre os seis países que integram o chamado Mercosul ampliado – Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, além de
Chile e Bolívia – para discutir um assunto que, segundo ele, é preocupação não só de um país, mas da região.

O governo do Rio Grande do Sul, por sua vez, informou que aguardava orientações do Ministério da Agricultura para saber se, além do gado em pé, seriam suspensas as entradas de carne e leite, entre outros produtos da Argentina, apesar de a maior importação deste estado que é produtor destes setores, ser do Uruguai, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Agricultura.

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