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Sauditas apóiam 'conferência para paz' dos EUA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo da Arábia Saudita afirmou nesta quarta-feira que apóia o plano americano de promover uma conferência regional de paz neste ano e que o país estaria disposto a participar da reunião. A conferência – cujo objetivo é trazer de volta à pauta regional o processo de paz – teria a participação de autoridades de Israel, da Palestina e dos Estados árabes considerados moderados pelos Estados Unidos. "Nós recebemos bem está iniciativa", disse o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, o príncipe Saud al-Faisal. O reino da Arábia Saudita não mantém relações diplomáticas com Israel. O país diz que só estabeleceria relações com Israel no caso de um acordo de paz entre árabes e israelenses. Idéia polêmica O príncipe Saud falou sobre a conferência durante uma rara viagem conjunta da secretária americana de Estado, Condoleezza Rice, e do secretário americano da Defesa, Robert Gates, ao país. O príncipe também anunciou que a Arábia Saudita vai analisar no futuro próximo a possibilidade de estabelecer relações diplomáticas com o governo xiita no Iraque, uma medida esperada há muito tempo pelos Estados Unidos. O editor de Oriente Médio da BBC, Roger Hardy, disse que a idéia de sauditas e israelenses negociando juntos é polêmica entre muitas pessoas na Arábia Saudita, principalmente entre integrantes de poderosos grupos religiosos do país. A Arábia Saudita recentemente relançou um plano de paz que havia sido apresentado originalmente em 2002. "Quando nós recebemos um convite da ministra (Rice) para participar, quando isso acontecer, nós vamos estudar isso – e vamos estar dispostos a participar", disse o príncipe, em árabe. Críticas O príncipe Saud se disse "atônito" com os comentários recentes do embaixador americano nas Nações Unidas, Zalmay Khalilzad, que acusou a Arábia Saudita de prejudicar os esforços feitos para se estabilizar o Iraque. A Arábia Saudita não mantém embaixada em Bagdá desde a primeira Guerra do Golfo, em 1990, apesar da pressão americana para restabelecer relações com o país depois da queda de Saddam Hussein, em 2003. "Minha explicação é que ele deve ter sido influenciado pela atmosfera das Nações Unidas quando ele voltou para Nova York (depois de servir como enviado especial americano em Bagdá)", disse Saud. A Arábia Saudita, país governado por sunitas, tem criticado o sistema pós-Saddam em Bagdá, que reduziu a influência dos árabes sunitas, aumentando a influência do rival regional Irã. Hamas Antes do começo da viagem de Rice, os Estados Unidos ofereceram um pacote de US$ 20 bilhões para Estados árabes do Golfo comprarem armas, o que incluiria a Arábia Saudita, que é o maior produtor de petróleo do mundo. Rice está em Jerusalém para conversar com o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert. Ela também irá à Cisjordânia, para encontrar-se com o presidente da Autoridade Palestina e líder do Fatah, Mahmoud Abbas. Está é a primeira visita à região desde que o Hamas derrotou o Fatah em um conflito pelo controle da Faixa de Gaza, em junho. O Hamas, que venceu as eleições palestinas em 2006, recusa-se a assinar acordos de paz com Israel. A vitória militar do grupo em Gaza é um revés na estratégia do presidente americano, George W. Bush, de estabelecer um acordo de paz entre palestinos e israelenses. |
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