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Atualizado às: 11 de julho, 2007 - 12h16 GMT (09h16 Brasília)
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Quatro pegam prisão perpétua por atentados frustrados de 2005
Do topo, esq., sentido horário: Muktar Ibrahim, Yassin Omar, Ramzi Mohammed e Hussain Osman
Condenados terão de cumprir pelo menos 40 anos de prisão
Quatro homens considerados culpados pelos ataques frustrados do dia 21 de julho de 2005 em Londres foram sentenciados à prisão perpétua nesta quarta-feira.

Muktar Ibrahim, 29 anos, Yassin Omar, 26, Ramzi Mohammed, 25 e Hussain Osman, 28, cumprirão pelo menos 40 anos de pena mínima cada um. Eles foram considerados culpados na segunda-feira.

O plano do grupo de detonar explosivos em três trens do metrô e um ônibus de Londres em 2005 foi "uma tentativa viável de assassinato em massa", disse o juiz.

Dois outros homens - Manfo Kwaku Asiedu e Adel Yahya - serão julgados novamente, porque o primeiro júri não conseguiu chegar a um veredicto.

Durante a caçada aos responsáveis pelos atentados, o brasileiro Jean Charles de Menezes acabou sendo morto pela polícia londrina, que o confundiu com um potencial homem-bomba numa estação do metrô no sul da cidade.

'Devastação'

O juiz responsável pelo caso disse que os ataques frustrados tinham uma conexão clara com os ataques que mataram 52 pessoas em Londres duas semanas antes.

"O que aconteceu no dia 7 de julho em 2005 é de relevância considerável a esta sentença. Não tenho dúvida de que eles foram, ambos, parte de uma seqüência de ataques controlados inspirados na Al-Qaeda", disse o juiz Adrian Fulford.

Nenhum dos homens poderá tentar a liberdade antes de cumprir pelo menos 40 anos de prisão, acrescentou o magistrado, durante a leitura da sentença.

A chefe do setor de contra-terrorismo do Serviço de Promotoria da Coroa Britânica (CPS, na sigla em inglês), Sue Hemming, disse que os homens viram a devastação causada pelos ataques de 7 de julho e "não poderiam ter dúvidas a respeito das conseqüências de suas ações" no dia 21 de julho.

"Estes homens planejaram um ataque coordenado ao sistema de transporte de Londres. Durante muitos meses eles projetaram e construíram suas bombas", afirmou.

"Mesmo que a execução do plano tenha sido incompetente, o objetivo era claro. Eles queriam matar e mutilar em uma escala gigantesca", acrescentou.

Hemming destacou que eles continuaram com seu plano apesar de ter visto o que aconteceu no dia 7 de julho, demonstrando o que chamou de "intenção brutal".

Hemming também confirmou que a promotoria vai requisitar um novo julgamento contra Adel Yahya e Manfo Kwaku Asiedu, ressaltando que eles foram apenas acusados dos crimes de conspiração para cometer assassinato, e têm o direito a um novo julgamento.

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