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Polícia divulga fotos de suspeitos de ataques em Londres | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A polícia de Londres divulgou nesta sexta-feira imagens de quatro pessoas que suspeita teriam alguma relação com os ataques frustrados de quinta-feira em três estações de metrô e em um ônibus em Londres. As imagens foram feitas pelos circuitos internos de TV das estações e do ônibus. Em uma entrevista coletiva, um representante da polícia pediu à população que ligue para telefones especiais para fornecer qualquer tipo de informação sobre os suspeitos. A primeira imagem mostrou um homem suspeito de tentar explodir uma bomba na estação Oval do metrô (sul de Londres). Ele aparece usando um suéter com os dizeres "New York" e parece estar fugindo da estação. A segunda imagem mostra o suspeito de tentativa de explosão no ônibus da linha 26, no leste de Londres. Ele tem bigode e usava uma camiseta com o desenho de uma palmeira. A terceira foto é do suspeito da explosão na estação Warren Street (norte de Londres). Feita às 12h39 da quinta-feira, hora local (8h39 em Brasília), ela mostra o suspeito deixando a estação e usando roupas escuras. A última imagem é de um homem localizado na estação Westbourne Park (linha Hammersmith and City, oeste de Londres). Acredita-se que ele tenha viajado de metrô até a estação Shepherd's Bush, onde fugiu. Ele estava usando uma camiseta escura e calça e, depois, acredita-se que ele tenha vestido um colete branco. Homem morto A polícia também informou que a morte de um homem por policiais nesta sexta-feira, na estação Stockwell do metrô (sul de Londres), teve relação direta com a grande operação antiterror em andamento na capital britânica. Na entrevista coletiva, a polícia não deu mais informações sobre como o homem foi morto ou sobre a identidade do suspeito. A estação de Stockwell foi fechada após o incidente. O homem foi perseguido dentro de um trem por oficiais armados e recebeu pelo menos cinco tiros O passageiro Mark Whitby disse à BBC que viu um homem o homem ser morto. "Vi um homem correndo para o trem, sendo perseguido por três policiais à paisana. Um deles estava carregando um revólver, que parecia uma pistola automática. Eles empurraram o homem para o chão, o imobilizaram e dispararam cinco tiros contra ele", disse Whitby. Segundo Whitby, o homem aparentava ser de origem indiana, paquistanesa ou de Bangladesh. Harrow Road e mesquita No início da tarde, dezenas de viaturas da polícia foram enviadas a um endereço no oeste de Londres perto de Harrow Road - uma das principais avenidas dessa região da capital britânica. De acordo com um repórter da BBC enviado ao local, a polícia está concentrando as buscas em um internet café. Um porta-voz da polícia disse que nenhuma prisão foi feita e policiais armados foram enviados ao local como precaução. A área foi isolada pelos policiais. Pessoas que moram nas redondezas contaram ter ouvido tiros e uma mulher disse que atiradores da polícia entraram na casa, dizendo que havia a possibilidade de haver uma bomba na casa vizinha. A polícia de Londres também cercou brevemente nesta sexta-feira uma das maiores mesquitas da cidade, a East London Mosque, depois de uma ameaça de bomba no local. Um morador da região onde fica a mesquita disse à BBC que a polícia pediu para que todos ficassem em suas casas durante o cerco. Explosivos O chefe da Polícia Metropolitana de Londres, Ian Blair, disse que os explosivos usados na tentativa de atentado de quinta-feira parecem ser de fabricação caseira. O vice-comissário da Polícia Metropolitana de Londres, Andy Hayman, disse que os artefatos foram carregadas dentro de mochilas. O vice-comissário disse ainda ser muito cedo para determinar como os explosivos foram detonados. A polícia britânica havia dito antes que nos ataques frustrados de quinta, apenas os detonadores explodiram, sem causar grandes estragos. Os ataques mal-sucedidos ocorreram exatamente duas semanas depois da série de atentados que matou 56 pessoas na capital britânica. Ian Blair disse que há "ressonância" entre os ataques de quinta-feira e os de duas semanas atrás, mas que ainda é cedo para afirmar que existe uma relação direta entre todos os atentados. |
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