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Atualizado às: 11 de julho, 2007 - 16h27 GMT (13h27 Brasília)
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Líbia mantém pena de morte para equipe médica
Equipe médica condenada à morte
A equipe médica estrangeira sempre se disse inocente
A Suprema Corte da Líbia manteve a sentença de morte recebida em 2004 por cinco enfermeiras búlgaras e um médico palestino, considerados culpados de ter propositalmente infectado crianças com o vírus HIV.

A decisão esgota os procedimentos legais no caso, que já se arrasta há anos. No entanto, a sentença só poderá ser cumprida depois que o Alto Conselho Judiciário, que está acima da Suprema Corte, confirmar, anular ou modificar a sentença de morte em uma reunião marcada para segunda-feira.

O anúncio da confirmação da pena de morte foi feito ao mesmo tempo em que um órgão mediador no caso, uma organização não-governamental presidida pelo líder líbio Muamar Kadafi, divulgou ter chegado a um acordo financeiro com as famílias das vítimas, mas ainda não há maiores detalhes sobre a negociação.

O governo em Trípoli diz que o Alto Conselho Judiciário levará em conta qualquer proposta de compensação financeira a ser recebida pelas famílias das vítimas, assim como o tempo de prisão já cumprido pelos prisioneiros, antes de tomar sua decisão no caso, que será final e irreversível.

Atenção internacional

A Comissão Européia lamentou a decisão da Suprema Corte da Líbia, e a comissária para Relações Exteriores da União Européia, Benita Ferrero-Waldner, disse esperar que as autoridades líbias mostrem clemência em relação à equipe médica.

União Européia e Estados Unidos fizeram um esforço diplomático nos últimos meses em uma tentativa de libertar os envolvidos.

Os profissionais de saúde estão presos desde 1999. Desde então, 56 das 438 crianças infectadas com sangue contaminado na cidade de Benghazi morreram.

Durante o julgamento dos seis acusados, um dos médicos que ajudaram a isolar o HIV pela primeira vez, Luc Montagnier, disse que a epidemia no hospital começou antes que os profissionais estrangeiros começassem a trabalhar no local.

O médico e as enfermeiras sempre negaram as acusações e disseram ao correspondente da BBC na Líbia, em 2004, que só assinaram as confissões porque foram torturados pela polícia.

Eles dizem ainda estar sendo responsabilizados pela falta de higiene dos hospitais líbios.

O correspondente da BBC, Nick Thorpe, diz que o governo líbio está dividido entre a vontade de reparar as relações com o Ocidente e a necessidade de defender seu próprio sistema jurídico.

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