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Enfermeiras são condenadas à morte na Líbia | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma corte de Justiça na Líbia condenou nesta terça-feira cinco enfermeiras búlgaras e um médico palestino à pena de morte por terem infectado centenas de crianças líbias com o vírus do HIV. "Após rever os documentos e ouvir os argumentos de advogados de ambos os lados, a corte decidiu pelas sentenças de morte", disse o juiz Mahmoud Haouissa na capital da Líbia, Trípoli. "Eles espalharam a doença que causou a morte de mais de uma pessoa." Os acusados ainda podem apelar da decisão na Suprema Corte do país. Reações Parentes das crianças infectadas comemoraram a decisão. Mas Franco Frattini, o comissário de Justiça da União Européia, se declarou "chocado" com o veredicto e disse que ele pode ser um obstáculo para as relações entre o bloco e a Líbia. "Eu espero que o governo líbio repense esta decisão", disse ele. O ministro das Relações Exteriores da Bulgária, Dimiter Tanchev, que estava presente no julgamento, pediu pela intervenção do governo líbio. "O prolongamento deste caso por oito anos é um argumento forte o suficiente para que as instituições líbias e a liderança do país se envolvam", disse ele. Tortura Os profissionais de saúde estão presos desde 1999. Desde essa época, 52 das 426 crianças infectadas na cidade de Benghazi morreram. Eles haviam sido condenados à morte em 2004, mas a Suprema Corte libanesa anulou a decisão após protestos contra a falta de lisura do julgamento. O médico e as enfermeiras negam as acusações e dizem estar sendo responsabilizados pela falta de higiene dos hospitais líbios. Eles foram acusados pelo líder líbio Muamar Khadafi de receber ordens da CIA e do serviço secreto israelense, Mossad. A teoria foi apresentada pelo próprio Khadafi, e usada como base para o julgamento. Os acusados assinaram confissões, mas disseram ao correspondente da BBC na Líbia, em 2004, que foram torturados pela polícia, com espancamentos diários, violação sexual e choques elétricos. Diplomatas ocidentais disseram, na época, que as acusações foram feitas porque as autoridades precisavam de um bode expiatório para uma tragédia que causou indignação na Líbia. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Médicos búlgaros são condenados à morte na Líbia06 de maio, 2004 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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