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Campeão olímpico brasileiro treina ex-combatentes | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O campeão olímpico brasileiro Joaquim Cruz oferece oficinas de atletismo para ex-combatentes no Iraque há dois anos, a convite do Comitê Paraolímpico dos Estados Unidos. ''A maior parte deles tem dificuldades em se adaptar à vida normal'', conta Joaquim Cruz. Daí, diz ele, a importância do trabalho que promove junto ao comitê paraolímpico. ''É um programa muito bom, que oferece uma clínica geral de todos os esportes, para soldados que tiveram acidentes no campo de batalha. Nessa situação, você encontra o soldado ainda tentando se adatpar. O objetivo é introduzir uma nova atividade na vida dessas pessoas'', comenta Cruz, que reside em San Diego, nos Estados Unidos, desde 1988. Neste ano, um dos atletas com os quais Joaquim Cruz trabalha disputou uma vaga para os Jogos Parapan-Americanos de 2007, mas ficou de fora porque teve pouco tempo para se preparar. 'Excelente treinador' ''Infelizmente, só comecei a treinar com ele há três semanas. Joaquim é um excelente treinador'', comenta Travis Greene, que tentou uma vaga na corrida de cadeira de rodas, durante o Campeonato de Atletismo Paraolímpico, realizado no Estado americano da Georgia. Greene acrescenta: ''Ele é tranqüilo. E é fácil se entender com Joaquim e depositar sua confiança nele. Quando ele diz que é para você fazer uma coisa, você faz, porque sabe que é idiotice ignorar um conselho dele. Afinal, ele entende tudo do assunto''. A dedicação dos esportistas é retribuída pelo meio-fundista brasileiro que conquistou a medalha de ouro nos jogos de Los Angeles de 1984. ''Eu me lembro de um rapaz que chegou para a oficina de atletismo, há dois anos, quando eu comecei a treinar ex-combatentes. Ele havia perdido as duas pernas. No primeiro dia, não consegui nenhum resultado dele.'' ''Mas, três dias depois, esse jovem já estava fazendo todas as atividades da programação que eu havia previsto.'' Com a voz embargada, Joaquim sorri e comenta: ''Em três dias, eu me senti um treinador bem-sucedido''. |
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