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Atualizado às: 10 de julho, 2007 - 08h23 GMT (05h23 Brasília)
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Democratas calibram armas contra a guerra no Iraque

Soldado americanos no Iraque
Senado dos EUA começou a debater nova lei de gastos de defesa
Na guerra em Washington contra a guerra no Iraque, a maioria democrata no Senado lançou esta semana uma nova ofensiva contra um governo Bush que, em meio ao colapso de sua nova estratégia iraquiana, insiste em pedir paciência, um gênero cada vez mais em falta no mercado político americano.

A liderança democrata quer tirar proveito de uma nova dinâmica política. Nesta segunda-feira começou o debate sobre uma nova lei de gastos de defesa, e nas próximas duas semanas os democratas pretendem forçar uma série de votações sobre propostas para a retirada das tropas americanas do Iraque e limites no financiamento da guerra.

Uma ofensiva no Senado fracassou em maio quando o presidente Bush se recusou a assinar uma lei de financiamento da guerra atrelada a um calendário de retirada das tropas. Os democratas, na ocasião, recuaram, mas agora eles se sentem mais encorajados para ir à carga.

A nova dinâmica inclui mais deserções nas fileiras parlamentares republicanas, e as votações nos próximos dias darão uma medida mais precisa sobre até que ponto políticos governistas estão dispostos a se insurgir contra a Casa Branca.

Existe um coro cada vez mais ruidoso que busca abafar o apelo do governo Bush para que se espere até o balanço de 15 de setembro do comandante americano no Iraque, general David Petraeus, e do embaixador em Bagdá, Ryan Crocker, sobre os resultados da estratéga centrada no envio de 28 mil soldados adicionais, anunciada em janeiro.

Em entrevista à BBC, o general Petraeus disse que é preciso mais tempo para o plano apresentar resultados.

O problema é que o relógio político em Washington anda muito mais rápido do que o relógio militar em Bagdá.

Mesmo influentes senadores republicanos já anteciparam que o plano não funcionou.

E um relatório interino a ser apresentado pelo governo ao Congresso até este próximo domingo irá confirmar que as metas políticas e de segurança no Iraque não foram cumpridas.

Existe um pessimismo mais profundo sobre a possibilidade de estabilização no Iraque. Mas é preciso observar que desertores republicanos estão reticentes para aderir às fileiras democratas que querem metas específicas para o início da retirada das tropas, como março de 2008.

"Quadro alarmista"

O precário governo iraquiano não assiste passivamente à erosão de apoio em Washington e pinta um quadro alarmista para impedir que seja abandonado.

Na segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores, Hoshyar Zebari, advertiu que com uma retirada apressada das tropas americanas duas coisas podem acontecer: o colapso do governo em Bagdá e o racha do país.

O ministro Zebari nem precisa ser muito convincente para descrever a degringolada iraquiana. Somente no último fim-de-semana, mais de 220 pessoas morreram na escalada de violência.

E o governo Bush também faz o que pode para impedir o colapso do apoio parlamentar (o respaldo da opinião pública americana já ruiu).

Há as pressões para que decanos do Partido Republicano no Senado não abandonem a Casa Branca, mas, como era de esperar, houve o desmentido na segunda-feira de uma reportagem publicada no New York Times.

De acordo com o jornal, setores pragmáticos do governo já discutem os méritos de anunciar a intenção de uma retirada de tropas americanas de algumas áreas de Bagdá e de outras cidades onde estão sofrendo baixas mais elevadas.

A idéia seria, claro, conter deserções republicanas e também reconhecer que não dá mais para esperar até 15 de setembro para alterar a estratégia.

Uma mudança de curso seria ilustrativa do fracasso dos planos oficiais e espetacular para um presidente que costuma dizer que precipitar uma retirada de tropas é derrotismo.

A Casa Branca carece de alternativas atraentes. Os democratas estão encorajados a ir à luta, e no ciclo eleitoral que se torna mais intenso os republicanos se distanciam do presidente Bush.

A paciência dos reticentes políticos governistas tem limite. Esta aí o recado do senador republicano Chuck Hagel, um dos mais cáusticos críticos da estratégia de guerra no Iraque.

Ele advertiu que, caso o governo não adote mudanças estratégicas significativas nos próximos 90 dias, então ele "será obviamente forçado a fazer isto".

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