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Apesar de Bush, nem tudo está perdido para os republicanos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A esta altura do campeonato das eleições presidenciais americanas (jogos preliminares), não surpreende que a favorita entre os democratas, a senadora nova-iorquina Hillary Clinton, tenha vantagem nas pesquisas sobre o líder da boiada republicana, o ex-prefeito de Nova York Rudy Giuliani. Um dado mais interessante é a força eleitoral de Giuliani em contraste à anemia do presidente republicano George W. Bush, hoje com um índice de impopularidade nixoniano dos tempos do escândalo Watergate. Na pesquisa desta semana da CNN/ORC, Hillary bate Giuliani, no mano a mano, por 49 a 48. Vamos constatar o óbvio: ainda não é o fim do mundo para os republicanos, apesar de Bush, apesar de tudo. Tantos fatores podem alterar a dinâmica do jogo. Antes de mais nada, é muito cedo. De fato, estamos nas preliminares. Bloomberg O fator Bloomberg, por enquanto, é mais sensacional na mídia do que no radar da opinião pública. O prefeito bilionário de Nova York agora está sem partido, o que reforçou as especulações de que ele possa se lançar candidato independente. Sobre isto, só Bloomberg tem a resposta. Mas o rebuliço que Bloomberg está provocando talvez reflita um vago estado generalizado de insatisfação dos americanos com o rumo do país e uma ansiedade por reformas. A palavra de ordem de Bloomberg é competência. A última vez que um candidato tentou emplacar com um mero currículo profissional foi um fiasco. Aconteceu há 20 anos com o democrata Michael Dukakis. Fatores de fluidez Bloomberg irá decidir para valer e colocar eleitores diante de opções concretas no começo de 2008, quando ficar claro que as escolhas bipartidárias definitivas terão gerado ou não insegurança nacional. E temos os fatores de fluidez. O ex-senador e ator Fred Thompson ainda não formalizou sua candidatura (irá acontecer em julho) e já conquistou a segunda posição na corrida republicana. O ex-vice presidente Al Gore também está bem colocado entre os democratas (em terceiro lugar, em algumas pesquisas), embora insista que não irá concorrer. Já o fenômeno Barack Obama, por ora, se mostra mais um fenômeno, incapaz de uma arrancada para superar Hillary Clinton. Hillary, Giuliani e quase todos os outros pré-candidatos da boiada bipartidária fazem o joguinho de sempre nesta fase das preliminares. Eles precisam conquistar a base que vota nas primárias. O jogo principal será centrista, mas nas preliminares é preciso avançar pelas pontas. Os democratas pela esquerda e os republicanos pela direita. Hillary e Giuliani No Senado, Hillary sempre posou mais de "falcão" para mostrar que na Casa Branca não será uma pombinha democrata. Mas nas últimas semanas, ela assumiu uma postura mais antiguerra do Iraque e recentemente, revertendo sua posição, votou no Senado contra mais fundos para as campanhas militares de Bush. Hillary também tenta se aconchegar na base mais populista e protecionista do partido, como quando se posicionou contra o acordo de livre comércio dos EUA com a Coréia do Sul. Giuliani é um pouco mais consistente do que Hillary. Ele aposta que a base republicana irá aceitá-lo de qualquer forma, apesar de suas posições liberais em questões sociais e morais, como aborto. O oportunismo de Giuliani fica patente na questão de imigração. Ele já foi mais tolerante e agora se afina com a postura rígida da base que é contrária a uma reforma de imigração e o cenário de uma tortuosa legalização dos estimados 12 milhões de ilegais. Giuliani tem um bom faro sobre o que realmente pesa na cabeça e no coração dos republicanos. Na pesquisa do centro Pew, o fator número um para decidir o nome do seu candidato é terrorismo, e ninguém melhor equipado do que Giuliani, o herói do 11 de setembro. Apesar da mobilização da direita religiosa, aborto não está no alto das prioridades, enquanto imigraçao é tema-chave. Entre os democratas, a questão básica é reforma do sistema de saúde, e Hillary, uma calculista por excelência, aqui também se desviou para a esquerda. Agora ela fala em cobertura médica universal e não apenas para crianças. Personalidade No geral, para os americanos decidirem o voto presidencial, o principal tema é Iraque, pelo menos na pesquisa CNN/ORC. Conta para 31%. Na sequência, economia (23%), saúde (17%) e imigração (15%). Mas nesta fase da campanha eleitoral, os temas são secundários em relação à personalidade dos candidatos. A maior força de Hillary é no eleitorado feminino, por ela ser mulher. No entanto, Hillary continua sendo uma personalidade política que polariza. O seu índice de rejeição é consistentemente alto (na faixa de 45%). É um fator que abre oportunidades para Giuliani, Bloomberg, Gore, Thompson, Obama.... |
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