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Atualizado às: 04 de julho, 2007 - 12h30 GMT (09h30 Brasília)
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Banco Mundial é acusado de censurar relatório a pedido da China
Carros em meio à poluição em Pequim
China tem 16 das 20 cidades mais poluídas do mundo
O Banco Mundial está sendo acusado de ter cortado de um relatório a informação de que até 760 mil pessoas morreriam ao ano prematuramente por causa da poluição na China.

O organismo internacional teria cedido às pressões do governo chinês, que temeria possíveis protestos populares caso as informações se tornassem públicas, segundo o diário britânico Financial Times.

Reportagem do jornal diz que a informação foi cortada do relatório, ainda não publicado, após pedidos de dois departamentos do governo chinês.

O Banco Mundial disse à BBC que a versão final do documento ainda não havia ficado pronta e que as informações do relatório, que estão sendo compiladas em conjunto com o governo chinês, ainda estão sendo revisadas.

Uma porta-voz da organização se recusou a dizer se as estatísticas sobre mortes prematuras faziam parte ou não da versão inicial.

Mortes

O relatório, intitulado “O Custo da Poluição na China”, teria indicado em sua versão inicial, segundo o Financial Times, que os altos níveis de poluição do ar nas cidades chinesas provocariam entre 350 mil e 400 mil mortes prematuras ao ano.

Outras 300 mil mortes prematuras anuais seriam provocadas pela má qualidade do ar em ambientes fechados, enquanto que doenças como diarréia e cânceres provocados pela má qualidade da água, principalmente nas áreas rurais, provocariam a morte de cerca de 60 mil pessoas ao ano.

Segundo o jornal, o Banco Mundial concordou “com relutância” em cortar as informações depois de autoridades chinesas terem pedido a censura, alegando que eram questões sensíveis e que poderiam provocar protestos.

Segundo o Financial Times, o pedido para a censura do relatório teria partido da agência chinesa de proteção ambiental e do Ministério da Saúde.

Custo

Apesar da aparente discussão sobre os números, o relatório preliminar do Banco Mundial, publicado em março, sugere que a poluição do ar e da água teriam levado a um aumento no número de mortes na China.

O documento também diz que o custo total da poluição para o país representa cerca de 5,8% do Produto Interno Bruto.

O governo chinês reconheceu no mês passado que 60% das cidades do país sofrem regularmente com a poluição do ar e não têm tratamento adequado de esgoto.

Um relatório anterior do Banco Mundial também já havia indicado que a China abriga 16 das 20 cidades mais poluídas do mundo.

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