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Atualizado às: 03 de julho, 2007 - 19h17 GMT (16h17 Brasília)
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Suspeitos de ataques trabalharam no serviço de saúde britânico
Hospital Alexandra em Paisley
Polícia fez duas prisões no hospital Royal Alexandra, em Paisley
Todos as pessoas presas por suspeita de envolvimento nos atentados frustrados em Londres e Glasgow trabalhavam ou já tinham trabalhado no serviço público de saúde da Grã-Bretanha, de acordo com informações apuradas pela BBC.

No total, oito suspeitos foram presos na Inglaterra, na Escócia e na Austrália. Todos trabalharam em hospitais do NHS, o sistema público de saúde britânico.

Sete eram médicos ou estudantes de medicina e a única mulher detida já trabalhou como técnica de laboratório.

Outros dois homens foram presos em Blackburn, mas a polícia não confirmou ligação entre as duas prisões e a investigação sobre os atentados fracassados.

Os dois foram detidos em um distrito industrial e estão presos em uma delegacia de Lancashire sob suspeita de crimes pela Lei de Terrorismo de 2000.

Nesta terça-feira, milhares de passageiros que viajavam do Terminal 4 do Aeroporto de Heathrow, em Londres, sofreram com atrasos depois que um pacote suspeito provocou um alerta de segurança no local.

A autoridade britânica do setor aéreo afirmou que o saguão de embarque foi parcialmente evacuado e os passageiros que iriam partir do terminal foram revistados novamente, o que gerou cancelamentos e atrasos.

Escócia

Um dos suspeitos permanece internado em um hospital depois do ataque em Glasgow. Ele foi idenficado como Khalid Ahmed e é apontado como médico.

Ahmed, que foi detido no aeroporto de Glasgow junto com o médico iraquiano Bilal Abdullah, sofreu graves queimaduras e permanece em estado crítico, sob guarda policial, no hospital Royal Alexandra.

Outros dois homens, com 25 e 28 anos de idade, foram presos em acomodações do mesmo hospital, onde Abdullah trabalhava. O médico iraquiano e os dois detidos foram entregues à polícia de Londres.

Marwah Dana Asha, a única mulher entre os detidos, de 27 anos, teria trabalhado como técnica de laboratório em um hospital do NHS em Shrewsbury.

Ela foi presa com o marido, o médico Mohammed Asha, de 26 anos, que trabalhou no Hospital da Universidade de North Staffordshire.

Austrália

O outro suspeito preso na Grã-Bretanha foi identificado como Sabeel Ahmed, de 26 anos. Ele teria estudado medicina na Índia, na mesma universidade freqüentada por outro suspeito, preso na Austrália.

A imprensa australiana identificou o homem preso no aeroporto de Brisbane como o médico Mohammed Haneef, de 27 anos.

Haneef, que trabalhava na cidade de Cheshire, foi detido quando tentava embarcar em um avião para a Índia, com uma passagem só de ida.

O primeiro-ministro australiano, John Howard, afirmou que a polícia do país fez a prisão seguindo informações das autoridades britânicas.

A polícia australiana executou mandados de busca no Hospital Gold Coast, em Southport, onde o médico detido trabalhava, e em outros locais.

Segundo as autoridades australianas, Haneef está sendo interrogado pela polícia. O médico teria morado em Liverpool antes de trabalhar na Austrália.

Sob suspeita
Para MI5, Grã-Bretanha tem até 200 células terroristas.
Jeep em GlasgowAlerta máximo
Polícia britânica prende suspeitos.
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