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Médico iraquiano é suspeito de ataques na Grã-Bretanha | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Polícia da Grã-Bretanha revelou nesta segunda-feira que duas das sete pessoas presas no país sob suspeita de envolvimento nos atentados frustrados em Londres, na sexta-feira, e em Glasgow, no sábado, são médicos e um deles foi treinado no Iraque. Acredita-se que o iraquiano Bilal Abdullah trabalhasse cobrindo folgas de outros médicos no Hospital Royal Alexandra, que fica perto do prédio do aeroporto de Glasgow que foi alvo de ataque. O outro médico, Mohammed Asha, estudou medicina na Jordânia e trabalhava em dois hospitais na cidade de Telford (oeste da Inglaterra). Com ele, foi detida uma mulher que se acredita que seja sua mulher. Junto com Bilal, foi preso em Glasgow outro homem, que permanece internado com queimaduras graves. Ele e Bilal estavam no carro usado no ataque - um jipe modelo Cherokee que explodiu na tentativa de invasão do terminal principal do aeroporto. Os investigadores estão tentando rastrear o caminho percorrido pelo Cherokee antes do ataque. Imobiliária De acordo com a polícia, nenhum dos suspeitos seria de origem britânica. Informações obtidas pela BBC dizem que suas nacionalidades seriam de países do Oriente Médio. A Ministra do Interior britânica, Jacqui Smith, disse no Parlamento que policiais já vasculharam 19 locais atrás de pistas sobre os atentados. Ela disse que a investigação está evoluindo rapidamente e que a Grã-Bretanha não será “intimidada” por “aqueles que querem destruir nossa forma de viver e nossas liberdades”. A BBC apurou que a polícia já estava investigando os suspeitos de realizar o ataque em Glasgow antes do ocorrido no sábado. Daniel Gardiner, diretor de uma imobiliária que teria alugado uma casa para um dos suspeitos, disse que a polícia o contatou para esclarecer a relação entre a imobiliária e o suspeito depois de os carros-bomba terem sido encontrados em Londres, na sexta-feira. “A polícia queria saber por que nós ligamos para um certo número”, disse ele. “Eles descobriram os telefones (nas investigações) em Londres.” Alerta máximo Desde a tentativa de atentado em Glasgow, a Grã-Bretanha está sob o alerta de terrorismo "crítico", seu nível máximo. Segundo Peter Clarke, chefe do comando de combate ao terrorismo da polícia britânica, a ligação entre os dois carros-bomba encontrados em Londres na sexta-feira e a tentativa de atentado em Glasgow "estão se tornando cada vez mais claras". "Não é exagero dizer que estamos obtendo novas informações a cada hora", disse Clarke. Ainda segundo Clarke, as buscas que estão sendo feitas nos três veículos e as análises de milhares de horas de filmagens realizadas pelas câmeras de televisão em circuito fechado (CCTV) "estão sendo valiosíssimas". Com a segurança reforçada nos aeroportos do país nesta segunda-feira, muitos vôos estão sofrendo atrasos. Em entrevista à BBC, o primeiro-ministro do parlamento autônomo da Escócia, Alex Salmond, disse que a vida está começando a voltar ao normal no país. "O primeiro-ministro (Gordon Brown, da Grã-Bretanha) e eu estamos reunindo esforços para garantir que o país não seja intimidado pelos incidentes terroristas", afirmou Salmond. |
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