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Mauricio Macri é eleito prefeito de Buenos Aires | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo do presidente argentino, Néstor Kirchner, registrou duas derrotas eleitorais, neste domingo, com a eleição do prefeito de Buenos Aires, Mauricio Macri, do partido de centro-direita PRO, e da governadora da província de Terra do Fogo, Fabiana Ríos, do ARI. Com 99% das urnas apuradas, Macri recebeu quase 61% dos votos e seu adversário, o ministro da Educação do governo Kirchner, Daniel Filmus, teve 39%. Os resultados, principalmente na cidade de Buenos Aires, mudam o mapa político da Argentina, segundo diferentes analistas, a apenas quatro meses das eleições presidenciais, marcadas para 28 de outubro. Analistas dizem que, com a vitória na eleição para prefeito de Buenos Aires, Macri se consolida como a principal figura da oposição a Kirchner. Líder da oposição No seu primeiro discurso, depois de eleito prefeito, Macri, que também é presidente do clube de futebol Boca Juniors, mandou recados a Kirchner. “Hoje ganhou a cidade de Buenos Aires, ganhou a democracia e o ‘cambio’ (mudança). Não é uma mudança como slogan, mas que propõe outra política, outros valores, como não agredir os outros, não perseguir fantasmas do passado", disse Macri. "Queremos construir para adiante e conviver, respeitando as diferenças. Construir um futuro melhor para todos”. O empresário confirmou, com estas palavras, as críticas dos adversários do presidente, para os quais Kirchner tem uma política voltada, principalmente, para a investigação sobre os crimes da recente ditadura (1976-1983) e não para o futuro da Argentina. O prefeito eleito deixou claro ainda que seus planos políticos vão além da capital do país. “Ganhamos a oportunidade de fazer uma coisa diferente e não só na cidade de Buenos Aires. E ninguém vai frear essa mudança na cidade de Buenos Aires e na Argentina inteira”. Depois do discurso, Macri dançou, cantou e pulou no palco da sede da campanha, "Che, Tango", ao lado da sua vice-prefeita eleita, Gabriela Michetti – que depende de cadeiras de rodas desde que sofreu um acidente de carro, há poucos anos. Numa entrevista coletiva, quando perguntado se passará a ser o líder da oposição ao governo central, o prefeito eleito voltou a atacar Kirchner. “Vamos trabalhar para construir uma alternativa. Não pode ser que o governo atue sozinho, que não tenha outro (oposição) nesse campo. Hoje não há ninguém para colocar limites nos problemas que temos, como inflação e falta de energia”. A expectativa agora é para o encontro pedido por Macri com o presidente. Ministério em peso Pouco depois de saber da derrota nas urnas, o ministro da Educação reconheceu a derrota e agradeceu os votos que recebeu. “Estamos contentes com esses 40% que recebemos. E comemoramos porque temos democracia”, disse. Ao lado dos principais ministros do governo Kirchner, como Felisa Miceli, da Economia e Aníbal Fernández, do Interior, Filmus agradeceu o apoio que recebeu do presidente e da primeira-dama e senadora, Cristina Fernández de Kirchner, provável candidata oficial à sucessão do marido. Nesta eleição, cerca de 30% dos eleitores não compareceram às urnas, apesar de o voto ser obrigatório na Argentina. Macri toma posse em dezembro e Fabiana Ríos, primeira governadora eleita do país, assume o governo de Terra do Fogo em janeiro. Para se eleger, Ríos derrotou o candidato de Kirchner, Hugo Cocarro. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Boca-de-urna indica eleição de Macri à prefeitura de Buenos Aires25 junho, 2007 | BBC Report Presidente do Boca é favorito à prefeitura de Buenos Aires23 junho, 2007 | BBC Report Presidente do Boca disputa Libertadores e prefeitura 20 junho, 2007 | BBC Report LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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