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Atualizado às: 23 de junho, 2007 - 23h44 GMT (20h44 Brasília)
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Presidente do Boca é favorito à prefeitura de Buenos Aires

Maurício Macri
Macri pode se tornar principal referência da oposição a Kirchner
O presidente do clube de futebol Boca Juniors, Maurício Macri, é o favorito para vencer o segundo turno das eleições para prefeito de Buenos Aires, neste domingo.

Segundo diferentes pesquisas de opinião, Macri teria pelo menos 14 pontos percentuais a mais de intenções de voto do que seu adversário nesta disputa, o ministro da Educação do governo do presidente Nestor Kirchner, Daniel Filmus.

Um dos levantamentos, realizado pela Universidade Aberta Interamericana, prevê que Macri teria 64,8% dos votos e Filmus 35,2%. Outra pesquisa, do instituto Poliarquía, estima que a diferença para Macri será de cerca de 14 pontos.

A campanha eleitoral terminou oficialmente na quinta-feira, três dias antes do pleito.

De olho nos indecisos (que seriam entre 6% e 10%), os dois candidatos participaram, intensamente, de comícios, passeatas e programas de rádio e de televisão.

Referência oposicionista

Para analistas políticos, como Sergio Berensztein, do Poliarquía, se o presidente do Boca receber os votos que as pesquisas indicam, ele passará a ser uma das principais referências da oposição ao governo de Néstor Kirchner.

O presidente - ou sua mulher, a senadora Cristina Fernández de Kirchner - deverá ser o candidato oficial às eleições presidenciais, marcadas para outubro.

Logo depois do primeiro turno do pleito para Buenos Aires, o presidente fez fortes ataques a Macri, que é do partido PRO, tentando vincular sua imagem a do ex-presidente Carlos Menem (1989-1999).

Vários cartazes foram espalhados pela cidade, entre eles o que denunciava Macri por desistir do debate, na TV, com Filmus, que é do partido Frente para Vitória.

Macri alegou “campanha suja” por parte do governo, e Filmus negou qualquer atitude do gênero.

Nos últimos dias, Kirchner, principal cabo eleitoral de seu ministro da educação, não voltou a criticar o empresário e candidato da oposição, definido, por seus adversários, como empresário de sucesso, mas com “idéias de direita”.

Oposição ao governo central

Filmus vinha subindo nas pesquisas de intenção de votos nos últimos dias, mas sem conseguir um total suficiente para chegar a vencer nas urnas.

Ao mesmo tempo, de acordo com o analista Julio Aurélio, que também prevê a vitória de Macri nas urnas, caiu em mais de 30% o índice de rejeição ao candidato oposicionista. Na sua opinião, reflexo da oposição ao governo central.

Como escreveram os analistas políticos Joaquín Morales Solá, do jornal La Nación, e Eduardo Van der Kooy, do diário Clarín, os portenhos andam de mau humor, entre outros motivos pela crise energética.

Para eles, o “problema”, “o fantasma” não é Macri, mas o frio do inverno.

Nos últimos dias, o governo intensificou o racionamento de energia para as empresas, na tentativa de evitar redução do gás e da eletricidade que alimentam aquecedores.

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