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Atualizado às: 12 de junho, 2007 - 08h26 GMT (05h26 Brasília)
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Número de PCs no mundo 'chegará a 1 bilhão em 2008'
Usuários de computador na China
Emergentes, como Brasil e China (foto) 'impulsionarão mercado'
O número de computadores pessoais (PCs) no mundo superará pela primeira vez na história a barreira do bilhão até o fim de 2008, prevê o relatório de uma firma privada divulgado nos Estados Unidos.

E a indústria, que cresce a um passo de mais de 12% ao ano, venderá seu segundo bilhão até 2015, de acordo com os dados da consultoria e companhia de pesquisas Forrester.

"Foi necessário mais de um quarto de século (desde a criação do PC, nos anos 70) para alcançar o primeiro bilhão de usuários", diz a pesquisa.

"Mas com o avanço tecnológico, preços mais baixos e demanda global de uma população cada vez mais interessada em tecnologia, levará apenas sete anos para alcançar um bilhão adicional".

Emergentes

Os países emergentes, entre eles o Brasil, receberam atenção especial no documento, porque é deles que virão as grandes oportunidades de mercado para empresas de tecnologia.

Até 2015, Brasil, Rússia, Índia e China comprarão 775 milhões de PCs, estima a Forrester.

"A indústria pode sobreviver vendendo apenas equipamentos e programas adicionais a pessoas que já têm tecnologia em suas vidas, mas a grande maioria do crescimento na indústria de PCs e produtos afins virá dos mercados emergentes", disse em comunicado à imprensa o diretor de Pesquisas da Forrester, Simon Yates.

"No longo prazo, nada é mais importante para a indústria que a capacidade de prover tecnologia relevante, acessível e barata a bilhões de pessoas que nunca estiveram expostas a ela."

Hoje, programas como o que pretende criar o laptop de US$ 100 são o que a investigação chama de "força motriz" que no futuro alimentará a produção e o consumo de PCs.

Cinco milhões de laptops a baixo custo, denominados XO, serão distribuídos a nações em desenvolvimento a partir de meados deste ano, entre as quais estão o Brasil, a Argentina e o Uruguai.

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Risco

Mas Simon Yates alertou que a própria dinâmica dos mercados emergentes trará "riscos" para a indústria da tecnologia.

Os fornecedores não poderão, por exemplo, se dar ao luxo de introduzir produtos em pequena escala para "testar" a sua receptividade, porque as economias requerem produtos mais baratos, e portanto, operações de larga escala e maior risco.

"O maior desafio será adaptar a escala de produção a um volume suficientemente grande para reduzir os preços e alcançar critérios de acessibilidade, planejando e executando operações em mercados que ninguém conhece bem ainda."

Além disso, ele afirmou, "podemos assumir que os tempos de uso (das novas tecnologias) serão mais longos nos mercados emergentes".

"Fornecedores acostumados com mercados mais maduros, onde o tempo de vida da tecnologia é entre quatro e cinco anos, precisarão entender profundamente como trabalhar nos mercados emergentes".

"Com menos mercado de substituição de PCs, eles terão de adaptar sua escala de produção às novas regiões consumidoras", disse o especialista.

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